Aumento no Preço do Leite Longa Vida Impacta Inflação
O aumento de 13,85% no leite longa vida destacou-se como o principal fator que pressionou a inflação ao consumidor, conforme medido pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) em maio, conforme informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira, 18 de julho.
Variação do Índice de Preços ao Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) observou uma desaceleração em sua variação, passando de 0,88% em abril para uma alta de 0,68% em maio. Essa mudança reflete uma tendência de moderação na inflação ao longo do período.
Principais Pressões em Maio
Além do leite, outros itens também exerceram pressão sobre a inflação no mês de maio. Entre eles, destacam-se a tarifa de eletricidade residencial, com uma elevação de 1,64%, o perfume, que aumentou 6,64%, a gasolina, com um incremento de 0,80%, e o gás de botijão, que subiu 2,60%.
Alívios em Outros Setores
Por outro lado, algumas categorias tiveram quedas em seus preços, proporcionando alívios aos consumidores. A tarifa de ônibus urbano registrou uma redução de 1,20%, enquanto o café em pó caiu 2,37. O etanol teve uma variação negativa de 1,76%, a maçã apresentou uma queda de 4,59%, e o aparelho telefônico celular teve uma desvalorização de 0,84%.
Classes de Despesa com Variação Menor
Ao comparar com o mês anterior, cinco das oito classes de despesa mostraram taxas de variação menores. No setor de transportes, a variação passou de 2,31% em abril para 0,29% em maio. Na alimentação, a variação diminuiu de 1,41% para 1,22%, enquanto em despesas diversas essa alteração foi de 1,10% para 0,47%. A categoria de vestuário também apresentou queda, passando de 0,40% para -0,07%, assim como a comunicação, que variou de 0,03% para 0,00%.
Classes com Aumento na Variação
Em contrapartida, as taxas de variação aumentaram em algumas classes. A categoria de Educação, Leitura e Recreação apresentou uma elevação de -0,60% para 0,38%. A área de Saúde e Cuidados Pessoais também viu um aumento, passando de 0,31% para 1,00%, assim como Habitação, que variou de 0,35% para 0,71%.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br