O Banco da Amazônia estabeleceu objetivos claros para ampliar sua atuação no mercado financeiro e fortalecer suas atividades de crédito sustentável na região amazônica. Atualmente, a instituição opera com um free float de 3% e está considerando uma oferta secundária de ações, cuja expectativa é elevar essa participação para aproximadamente 20%.
De acordo com Roberto Schwartz, o diretor de crédito do banco, o financiamento destinado a atividades sustentáveis tem gerado resultados benéficos tanto para a instituição quanto para os empreendedores da região, além de contribuir para o desenvolvimento local. A instituição destina cerca de R$ 20 bilhões anualmente para crédito produtivo na Amazônia, com a intenção de expandir suas operações.
Desafios e Inovações
O Banco da Amazônia enfrenta desafios substanciais ao tentar oferecer crédito na região, especialmente no que concerne à regularização fundiária e em questões ambientais que dificultam o acesso ao crédito. Para contornar as limitações de conectividade na floresta, a instituição implementou soluções tecnológicas inovadoras, como um sistema que possibilita a realização de operações offline, permitindo a sincronização dos dados em um momento posterior.
Um exemplo exitoso mencionado pela instituição é o de um cliente que, ao iniciar um microcrédito de R$ 800, conseguiu expandir seus negócios e, atualmente, opera dois restaurantes. O banco lidera o maior programa de microcrédito produtivo orientado na região norte do Brasil, realizando em média cerca de 800 operações semanais nessa modalidade.
Perspectivas de Crescimento
A instituição já completou sua primeira captação externa e está em busca de ampliar seu capital sem pressionar o orçamento público. Além disso, o banco tem aumentado as suas aplicações na agricultura familiar e mantém colaborações com agências multilaterais, outros bancos, bem como instituições acadêmicas, visando desenvolver novos modelos de financiamento que sejam sustentáveis.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

