A Situação Econômica da Argentina
A Argentina iniciou o ano com um desempenho econômico considerado sólido, conforme a avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI). O instituto financeiro destaca que essa melhora é impulsionada tanto pelos esforços de estabilização da macroeconomia quanto por um cenário de maior otimismo nos mercados.
Conforme informações divulgadas pela diretora de comunicação do FMI, Julie Kozack, durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, 15 de março, as projeções indicam um crescimento econômico em torno de 4,5%. Além disso, a inflação teve uma desaceleração marcante, passando de níveis que alcançavam três dígitos para cerca de 30% até 2025, o que representa o menor patamar registrado nos últimos oito anos.
A implementação contínua dos programas econômicos é avaliada como um fator crucial para equilibrar o processo de desinflação frente aos riscos de instabilidade no cenário externo. O FMI considera que um dos marcos recentes da gestão do presidente Javier Milei foi a aprovação do orçamento de 2026 pelo Congresso, além da indicação de que novas propostas serão enviadas ao Legislativo com a finalidade de diminuir a informalidade no mercado de trabalho.
No âmbito externo, a criação e a consolidação das reservas internacionais continuam a ser uma prioridade para o país.
Segundo dados do FMI, o aumento nas reservas em dólares teve um avanço significativo no início do ano, o que fortaleceu a posição financeira da Argentina e contribuiu para manter a confiança dos investidores no país.
Visita à Ucrânia
No que diz respeito à Ucrânia, onde o FMI está em negociação para um acordo no valor de US$ 8,1 bilhões a ser implementado ao longo de quatro anos, o Fundo ressaltou a importância da visita da diretora-geral, Kristalina Georgieva. Essa visita é vista como essencial para garantir a continuidade das reformas que estão sendo realizadas no país.
Kristalina Georgieva chegou a Kiev na quinta-feira, 15 de março, e o FMI anunciou que ela deverá se encontrar com autoridades ucranianas e representantes do setor privado. A agenda da visita inclui reuniões com o presidente Volodymyr Zelensky, a primeira-ministra Yulia Svyrydenko, o ministro das Finanças Sergii Marchenko, o presidente do Banco Central da Ucrânia, Andriy Pyshnyy, e líderes empresariais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

