Tensão no Estreito de Hormuz
Tanques navegam no Golfo, próximos ao Estreito de Hormuz, observados a partir do norte de Ras al-Khaimah, nas proximidades da fronteira com a governança de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, em 11 de março de 2026.
Apoio da França
O Ministro das Finanças da França, Roland Lescure, declarou à CNBC que a França está disposta a apoiar os Estados Unidos na segurança do Estreito de Hormuz, desde que não ocorram mais ataques a navios na importante passagem marítima.
Lescure afirmou: "Estamos dispostos a fazer algo para liberar o Estreito de Hormuz, desde que esta não seja mais uma situação de guerra. Ninguém quer atravessar o Estreito de Hormuz se houver risco de mísseis ou drones sobre sua cabeça." Isso foi dito durante uma entrevista à apresentadora da CNBC, Charlotte Reed, na terça-feira.
O ministro enfatizou: "Precisamos que o conflito se desescale, e então poderemos imaginar a segurança do Estreito de Hormuz… Sabemos como fazer isso, mas não se faz isso em uma situação de guerra. Faz-se isso em uma situação pacificada, na qual as pessoas precisam estar seguras e em segurança."
Críticas à Europa
A França, juntamente com o Reino Unido e a Alemanha, tem sido criticada pelo presidente Donald Trump por não ajudar os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Hormuz. Essa passagem marítima é controlada pelo Irã e é crucial para a exportação significativa de petróleo e gás do Oriente Médio.
Os países europeus relutam em se envolver no conflito entre os EUA e Israel com o Irã, considerando-o uma guerra de escolha, em vez de uma necessidade, além de não ter objetivos ou um ponto final claros.
Embora os oficiais europeus tenham expressado preocupação com o risco que o fechamento efetivo do Estreito de Hormuz representa para as cadeias globais de alimentos, fertilizantes e energia, há pouca disposição para expandir as operações navais no Oriente Médio para ajudar na movimentação de embarcações através do canal.
Sentimento Regional
A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, resumiu o sentimento na região na segunda-feira, ao declarar a repórteres: "Esta não é a guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo."
Lescure compartilhou esse sentimento, afirmando à CNBC: "O conflito vai impactar a Europa? Sim. O conflito vai impactar os EUA? Acredito que sim também. E, você sabe, na última vez que verifiquei, não fomos nós que iniciamos o conflito."
Posição da França
O presidente francês Emmanuel Macron afirmou na segunda-feira que seu país não participará de operações no Estreito de Hormuz, afirmando: "Não somos parte do conflito e, portanto, a França nunca participará de operações para abrir ou libertar o Estreito de Hormuz no atual contexto."
Macron expressou ainda: "Estamos convencidos de que, uma vez que a situação tenha se acalmado — e uso deliberadamente esse termo de forma ampla — ou seja, uma vez que os principais bombardeios tenham cessado, estamos prontos, junto com outras nações, para assumir a responsabilidade pelo sistema de escolta."
Fonte: www.cnbc.com