Aquisições do Fundo Imobiliário
O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) comunicou, por meio de um fato relevante, a aquisição de três imóveis localizados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, totalizando um investimento de aproximadamente R$ 111,6 milhões.
Detalhes das Aquisições
Conforme informações divulgadas no comunicado, os imóveis adquiridos são os seguintes:
- Um ativo da Estácio, situado em Santa Cruz, no Rio de Janeiro;
- Uma unidade da PBKids, localizada na Avenida Rebouças, em São Paulo;
- O Pátio Maria Antônia, no bairro Higienópolis, em São Paulo, voltado para alimentação e serviços.
Os valores investidos em cada um dos imóveis foram divididos da seguinte forma: R$ 78,3 milhões para o imóvel educacional, R$ 8,1 milhões para o ativo de varejo e R$ 25,2 milhões para o food hall.
Uma parte significativa do pagamento realizado nessa transação foi viabilizada por meio da sexta emissão de cotas do fundo, utilizando também compensação de créditos, além de recorrer a instrumentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e uma quantia em dinheiro.
Diversificação e Contratos de Longo Prazo
A gestora do RBVA11 enfatiza que os empreendimentos adquiridos possuem perfis complementares e contratos atípicos ou de longo prazo. Essa característica é fundamental para garantir uma maior previsibilidade na geração de receitas.
Por exemplo, o imóvel da Estácio, um prédio com cinco andares, tem um contrato em vigor até 2032, enquanto a unidade da PBKids estabelece um prazo de validade até 2027. O espaço Pátio Maria Antônia se destaca por estar completamente locado e contar com inquilinos como Smart Fit, McDonald’s, Subway e Oakberry.
Impacto na Renda
O RBVA11 projetou que as novas aquisições possuem um cap rate estimado de 11% ao ano. Com isso, espera-se que as operações resultem em um impacto positivo de aproximadamente R$ 0,002 por cota nos resultados mensais do fundo.
Apesar de esse aumento na renda ser considerado modesto, a gestora decidiu manter a guidance (projeção) de distribuição de dividendos em R$ 0,09 por cota para o primeiro semestre de 2026.
Performance do IFIX
No universo dos fundos imobiliários, o IFIX, que é o principal índice da categoria na bolsa de valores (B3), encerrou o primeiro pregão do mês de maio (4) com uma queda de 0,67%, atingindo a marca de 3.903,53 pontos.
Mesmo com a redução do dia, o índice acumula uma alta de 0,46% nos últimos 30 dias e um avanço de 3,40% no acumulado do ano de 2026.
Destaques do Último Pregão (4)
Durante o último pregão, o fundo JS Recebíveis Imobiliários (JSCR11) destacou-se por liderar as altas entre os fundos imobiliários, apresentando uma valorização de 4,13%. Logo após, o AZ Quest Panorama Logística (AZPL11) subiu 1,32%, seguido pelo Bluemacaw Logística (BLMG11), com uma alta de 1,24%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| JSCR11 | +4,13% | 8,58 |
| AZPL11 | +1,32% | 7,70 |
| BLMG11 | +1,24% | 33,40 |
| PVBI11 | +1,01% | 76,36 |
| CYCR11 | +1,00% | 9,05 |
Em contraste, o fundo AF Invest Recebíveis Imobiliários (CACR11) registrou a maior queda do dia, com um recuo de 42,20%. Na sequência, o TG Ativo Real (TGAR11) teve uma queda de 5,70%, e o Valora Hedge Fund (VGHF11) também sofreu perdas, com um deslizamento de 5,65%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| CACR11 | -42,20% | 47,01 |
| TGAR11 | -5,70% | 63,48 |
| VGHF11 | -5,65% | 6,35 |
| MFII11 | -4,93% | 61,35 |
| URPR11 | -4,89% | 28,97 |
Fonte: www.moneytimes.com.br
