Soja
Os contratos futuros da soja em Chicago apresentaram queda nesta terça-feira, dia 21 de setembro, após a realização de lucros. O contrato de referência havia atingido uma máxima em um mês no início das negociações.
Os analistas destacam que os participantes do mercado continuam a monitorar as relações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O contrato da soja com vencimento em novembro recuou 1 centavo, encerrando o dia a US$10,3075 por bushel. Este recuo ocorreu depois de alcançar um pico de US$10,38, o maior valor registrado desde 19 de setembro.
O mercado de soja fez uma pausa após uma recuperação de uma semana, impulsionada pela expectativa de novas compras de soja dos EUA pelo principal comprador global, que é a China. O milho também apresentou uma queda de aproximadamente 1%, finalizando o dia a US$4,1975 por bushel.
O trigo seguiu a mesma tendência de baixa, fechando a US$5,0025 por bushel.
Café
Os futuros do café na ICE (Intercontinental Exchange) subiram nesta terça-feira, à medida que os negociantes demonstraram crescente preocupação com a escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Colômbia, que é o terceiro maior produtor de café do mundo.
O café arábica registrou uma alta de 7,5 centavos, equivalente a 1,8%, fechando a US$4,1355 por libra-peso. Essa alta foi precedida por um aumento de 2,2% na sessão anterior, que aconteceu na segunda-feira.
O governo da Colômbia decidiu retirar seu embaixador de Washington após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou a intenção de aumentar as tarifas sobre as importações colombianas e interromper todos os pagamentos destinados ao país sul-americano.
Atualmente, os Estados Unidos, que são o maior consumidor de café globalmente, impõem uma tarifa de 10% sobre as importações de café da Colômbia. Este país é responsável por cerca de um quinto dos grãos consumidos nos EUA, enquanto o Brasil, que é o maior produtor mundial de café, fornece aproximadamente um terço do total.
As tensões entre os Estados Unidos e a Colômbia ocorrem em um momento em que os comerciantes aguardam ansiosamente notícias sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil. Na semana passada, as duas partes concordaram em marcar uma reunião entre o presidente Donald Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva "na primeira oportunidade possível".
Qualquer redução na tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações brasileiras, que incluem o café, seria considerada uma tendência de baixa para os preços. Em relação ao café Robusta, o preço subiu 2,5%, alcançando US$4.574 por tonelada.
Açúcar
O açúcar bruto teve uma queda de 0,48 centavo, ou 3,1%, finalizando o dia a 15,24 centavos de dólar por libra-peso, após uma alta de 1,4% registrada na sessão anterior, na segunda-feira.
Plínio Nastari, presidente da consultoria de agronegócios Datagro, afirmou que a produção de açúcar na região centro-sul do Brasil deverá totalizar 43,2 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Esse número é superior à estimativa de 41,42 milhões de toneladas esperadas para a temporada 2025/26.
O açúcar branco também sofreu uma desvalorização, caindo 3% e chegando a US$433,40 por tonelada.
Fonte: www.moneytimes.com.br