Os futuros das ações nos Estados Unidos registram alta na segunda-feira, 27, com os investidores reagindo favoravelmente aos sinais de uma pausa nas hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã. Esse movimento colaborou para a diminuição da pressão sobre os mercados de energia, em um momento em que se inicia uma semana crucial para a divulgação de resultados corporativos e decisões dos bancos centrais.
Às 07h25, no horário de Brasília, os futuros do índice Dow Jones apresentaram um aumento de 534 pontos, correspondendo a 1,02%. Os futuros do S&P 500 avançaram 72,75 pontos, ou 0,98%. O índice Nasdaq 100 liderou a alta, com um ganho de 454,75 pontos, ou 1,61%.
No fechamento da semana anterior, Wall Street registrou resultados mistos. O aumento nos preços do petróleo e a incerteza geopolítica influenciaram o sentimento dos investidores. Contudo, indícios de que a Casa Branca busca evitar uma escalada militar mais ampla melhoraram a confiança no mercado, pressionando os preços do petróleo para baixo e proporcionando suporte aos mercados de ações e títulos.
Resultados financeiros e foco no Federal Reserve
Os investidores voltam sua atenção para uma das semanas mais movimentadas da temporada de balanços, com aproximadamente um terço das empresas listadas no S&P 500 programadas para apresentar seus resultados trimestrais. A expectativa geral é de um aumento de aproximadamente 26,5% nos lucros em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Dentre as maiores empresas de tecnologia do mundo que devem divulgar seus resultados nesta semana, destacam-se Amazon (NASDAQ:AMZN), Meta Platforms (NASDAQ:META), Microsoft (NASDAQ:MSFT) e Apple (NASDAQ:AAPL). A expectativa é que esses resultados ofereçam novas perspectivas sobre a continuidade do ritmo acelerado de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, à medida que os mercados avaliam a rentabilidade a longo prazo dos gastos relacionados à IA.
A política monetária também está em evidência antes do anúncio da taxa de juros do Federal Reserve, programado para quarta-feira. Apesar dos riscos de inflação associados ao conflito no Oriente Médio estarem sob cuidadosa observação, os mercados futuros indicam que a maior parte dos investidores acredita que a taxa de juros permanecerá inalterada.
A pausa nas relações EUA-Irã reforça o sentimento do mercado
A suspensão temporária das ações militares entre os Estados Unidos e o Irã foi estendida para um segundo dia, gerando esperanças adicionais de que as exportações de energia na região do Golfo possam prosseguir sem maiores interrupções.
Conforme relatos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou por adiar novas ações militares, preocupado com os recursos de defesa disponíveis e visando evitar um conflito regional mais amplo que poderia comprometer o fornecimento global de energia.
Entretanto, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, minimizou sugestões de que os recursos militares estejam se esgotando, enfatizando que o governo está “oferecendo espaço para as negociações”.
Waltz ressaltou: “Temos tido representantes de Omã e do Irã, além de vários outros negociadores, envolvidos em todos os níveis, desde os escalões mais altos até o nível técnico, nas últimas semanas e, particularmente, nos últimos dias.”
O Irã também sinalizou que suspenderá novos ataques, desde que os Estados Unidos mantenham a pausa nas operações militares.
O preço do petróleo recua com a diminuição das preocupações com o abastecimento
Os preços do petróleo bruto experimentaram uma queda significativa, refletindo a diminuição das preocupações sobre novas interrupções nas rotas globais de abastecimento.
Às 07h25 (horário de Brasília), o petróleo Brent, que serve como referência internacional, registrou uma queda de 7,9%, sendo negociado a cerca de US$ 89,07 por barril, após ter superado brevemente a marca de US$ 100 na semana anterior, em meio a preocupações de que o conflito poderia se expandir pela região do Golfo. Por sua vez, o petróleo WTI recuou 6,98%, alcançando US$ 83,08.
Os investidores estavam particularmente apreensivos quanto à possibilidade de interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Estreito de Ormuz, que são algumas das rotas de transporte de energia mais cruciais do mundo. O alívio das tensões contribuiu para reduzir essas preocupações, embora os mercados permaneçam vigilantes quanto a novos desdobramentos.
A Nvidia estuda apoio financeiro para o projeto da OpenAI
Em outra notícia, a Nvidia (NASDAQ:NVDA) estaria em negociações para oferecer uma garantia financeira de aproximadamente US$ 250 bilhões para a OpenAI, como parte de um grande projeto de desenvolvimento de data center em Ohio, conforme informações do Wall Street Journal.
A garantia proposta apoiaria o arrendamento de um campus de 10 gigawatts que está sendo planejado pela subsidiária de energia do SoftBank e poderia facilitar a obtenção de financiamento em condições mais favoráveis. O custo total do projeto deverá ultrapassar US$ 500 bilhões, excluindo o valor dos produtos semicondutores da Nvidia que serão utilizados nas instalações.
O relatório surge em um momento em que os investidores monitoram atentamente o rápido crescimento dos investimentos em inteligência artificial. Apesar das apreensões sobre a sustentabilidade dos gastos relacionados à IA, a confiança no setor recebeu um impulso após a fabricante chinesa de chips de memória CXMT Corp. registrar uma valorização de cerca de 500% em suas ações na estreia na Bolsa de Valores de Xangai, após uma oferta pública inicial de 8,6 bilhões de dólares, que conferiu à empresa um valor de mercado superior a 3,6 bilhões de yuans, ou aproximadamente 530 bilhões de dólares.
A Nvidia também está disponível para negociação na B3 por meio da BDR (BOV:NVDC34).
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Fonte: br.-.com