Os futuros de ações americanas, vinculados aos principais índices, registraram um leve aumento após os robustos resultados da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (NYSE:TSM), que fomentaram otimismo no pregão anterior. As ações da maior fabricante de chips sob encomenda do mundo avançaram em Taiwan, enquanto os investidores voltaram sua atenção para uma nova rodada de balanços de instituições bancárias americanas. No que diz respeito ao mercado de commodities, o preço do ouro recuou de seus recordes históricos, enquanto o petróleo se estabilizou depois de uma queda acentuada nas últimas sessões.
Os futuros apontam para uma alta
No início da manhã de sexta-feira, os futuros das ações nos Estados Unidos estavam em alta, impulsionados pela expectativa em torno de novas inovações na área de inteligência artificial, após os notáveis resultados da TSMC divulgados no início da semana. Às 08h20 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones apresentavam uma alta de 62 pontos, correspondendo a 0,12%; os futuros do S&P 500 avançavam 21,50 pontos, ou 0,31%; e os futuros do Nasdaq 100 registravam um aumento de 164 pontos, equivalendo a 0,63%.
Os principais índices em Wall Street dispararam na quinta-feira, impulsionados pelos resultados da TSMC, que provocaram ganhos em ações relacionadas à inteligência artificial, incluindo Nvidia, Applied Materials e Advanced Micro Devices, além de referentes a empresas europeias como ASM International e ASML. Contudo, analistas da Vital Knowledge observaram que o ímpeto do mercado teve uma diminuição em relação aos picos do dia, com algumas empresas de software consolidadas — como a Salesforce — apresentando recuos em função dos “efeitos indiretos contínuos” associados às novas iniciativas de IA de empresas como Anthropic e Alibaba.
Os dados econômicos dos Estados Unidos foram, em sua maioria, animadores, mas também atualizaram as previsões de taxas de juros em uma direção que indica um fortalecimento das medidas restritivas. Os mercados passaram a considerar cada vez mais que o próximo corte na taxa de juros, elaborado pelo Federal Reserve, não deve ocorrer antes de julho, uma mudança que contribuiu para a elevação dos rendimentos dos títulos.
A geopolítica continuou a ser um aspecto relevante. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo uma possibilidade de reduzir tensões com o Irã, pressionaram os preços do petróleo, mesmo diante de preocupações que emergiram sobre a Groenlândia, onde diversos membros da OTAN mobilizaram tropas após pronunciamentos da Casa Branca, indicando que os EUA “precisam” do território dinamarquês semiautônomo.
TSMC sobe em Taiwan
Na sexta-feira, as ações da TSMC tiveram alta nas negociações em Taipei, após a divulgação de resultados trimestrais excepcionais e uma reafirmação da forte demanda no setor de inteligência artificial. As ações subiram quase 3%, encerrando o dia a T$ 1.740,0. Seus papéis listados nos Estados Unidos observaram uma ligeira elevação no pregão estendido, que se seguiu a um salto de 4,4% na quinta-feira. A fabricante de chips anunciou um lucro trimestral recorde, superando as expectativas do mercado, continuando a capitalizar sobre a crescente demanda por seus semicondutores avançados, fortemente impulsionada pelo campo da inteligência artificial. O CEO, CC Wei, declarou que a onda de IA permanece inabalável, salientando que, apesar da previsão de custos elevados em 2026, a trajetória de lucros da TSMC deve continuar a melhorar ao longo do tempo.
A TSMC (BOV:TSMC34) é uma fornecedora fundamental para diversas empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia e Apple, e se consolidou como uma das principais beneficiárias do aumento na demanda por chips, que se intensificou em decorrência da inteligência artificial ao longo dos últimos anos.
Resultados bancários em breve
As atenções do mercado agora se voltam para os resultados financeiros que estão prestes a ser divulgados por diversos bancos americanos. A PNC Financial Services (NYSE:PNC), a State Street (NYSE:STT) e o M&T Bank (NYSE:MTB) devem anunciar seus desempenho antes da abertura do mercado. Os resultados financeiros dos principais bancos divulgados no início da semana destacaram como a volatilidade do mercado em 2025 impulsionou as receitas de negociação. Além disso, a recuperação nas atividades de fusões e aquisições também elevou as taxas de serviços em banco de investimento, sendo que o diretor financeiro do Morgan Stanley mencionou um aumento na velocidade das fusões e aquisições, além de ofertas públicas iniciais (IPOs). O diretor financeiro do JPMorgan Chase complementou que a expectativa é que o forte engajamento com os clientes se mantenha até 2026.
Analistas da Vital Knowledge apontaram que os principais bancos “se manifestaram positivamente sobre o cenário macroeconômico”, reforçando a percepção de que a economia dos Estados Unidos pode manter-se resiliente, apesar das crescentes incertezas que permeiam o mercado.
Ouro cede
Os preços do ouro tiveram uma pequena queda, afastando-se dos máximos históricos obtidos no início da semana, à medida que dados robustos do mercado de trabalho americano contribuíram para diminuir as expectativas sobre cortes nas taxas de juros, implementados pelo Federal Reserve, no curto prazo. Além disso, a redução das tensões relativas ao Irã impactou negativamente a demanda por ativos considerados refúgio. Durante as negociações asiáticas, o preço do ouro à vista caiu 0,2%, situando-se a US$ 4.605,20 a onça, enquanto os contratos futuros de ouro nos EUA recuaram 0,3%, para US$ 4.608,86.
O preço do ouro afastou-se da máxima histórica de quarta-feira, quando atingiu US$ 4.642,72 por onça, mas ainda caminhava para registrar um ganho semanal em torno de 2%.
Petróleo se estabiliza
Os preços do petróleo apresentaram alta, consolidando-se após as perdas acentuadas observadas na sessão anterior. Essa recuperação se deu, pois os temores sobre um possível ataque dos EUA ao Irã diminuíram, aliviando as preocupações quanto à oferta. Às 08h24 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent para março subiram 1,27%, ou 81 centavos, alcançando US$ 64,57 por barril. Já o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referente ao mês de fevereiro, avançou 1,30%, ou 77 centavos, indo para US$ 59,96 por barril.
Ambos os índices de referência caíram mais de 4% na sessão anterior, após Trump afirmar que a repressão de Teerã contra os manifestantes estava diminuindo, o que amenizou as incertezas sobre uma possível ação militar que pudesse interromper o fluxo de petróleo. No entanto, espera-se que os preços do petróleo bruto fechem a semana praticamente estáveis, após terem atingido máximas em vários meses, decorrentes da intensificação dos protestos no Irã.
Fonte: br.-.com


