Ações do Irã e Repercussões no Golfo Pérsico
Ataques em Estados Árabes
A Bloomberg informou que o Irã continuou a realizar ataques contra países árabes no Golfo Pérsico, mesmo após Israel ter sinalizado que se absteria de atacar a infraestrutura energética da República Islâmica. Essa situação está gerando volatilidade nos mercados, que já se encontram agitados devido ao conflito na região rica em petróleo.
Reações e Medidas em Kuwait e Emirados
Como resultado desses ataques, o Kuwait decidiu fechar várias unidades em sua refinaria de Al Ahmadi, após suportar múltiplos ataques. Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita relataram que interceptaram mísseis e drones durante a noite de sexta-feira. Além disso, o Bahrein comunicou a ocorrência de um incêndio em um armazém como consequência dos conflitos.
Israel e Retaliações do Irã
A Israel confirmou que realizou ataques direcionados a infraestrutura em várias partes do Irã, incluindo a capital, Teerã. Em resposta, a República Islâmica lançou uma nova onda de ataques com mísseis, buscando retaliar as ações israelenses.
Impactos do Conflito na Região
Os combates, que já se prolongam por três semanas, resultaram na morte de mais de 4.200 pessoas em toda a região. O fluxo de transporte marítimo pelo estratégico Estreito de Hormuz, que representa um ponto crítico para cerca de um quinto do petróleo e do gás liquefeito global, praticamente parou. Embora os ataques do Irã a locais energéticos críticos tenham diminuído em relação a um pico observado mais cedo na semana, a situação ainda está contribuindo para a queda dos preços do petróleo, que haviam alcançado níveis quase máximos em quatro anos.
Riscos Persistentes para Fornecimento de Energia
No entanto, os riscos de danos prolongados ao suprimento de energia continuam existentes. O Catar informou que cerca de um quinto de sua produção de gás natural liquefeito (GNL) foi comprometido, podendo ficar fora de operação por um período de até cinco anos. As consequências do conflito estão se espalhando globalmente, já refletindo em aumentos nos custos de combustível, transporte e despesas domésticas.
Fonte: finance.yahoo.com


