Declarações do Presidente do Banco Central
O presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, afirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (18), que o Banco Central (BC) continua “dependente de dados” para tomar futuras decisões relacionadas à taxa Selic. Ele ressaltou que a instituição está evitando fornecer orientações sobre suas próximas ações em suas comunicações.
“Não há portas fechadas, nem setas dadas”, declarou Galípolo durante a apresentação do Relatório de Política Monetária.
Conforme Galípolo, é preferível aguardar a coleta de dados antes de definir direcionamentos relacionados à política monetária, dado o cenário atual.
Ele ainda destacou que não existe um único fator que leve o BC a optar pela redução dos juros, explicando que essa decisão será baseada em uma combinação de múltiplos elementos a serem considerados.
Declarações do Diretor de Política Econômica
Na mesma entrevista, Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do BC, reafirmou que a postura de “data dependency” tem se mostrado benéfica para a condução das políticas monetárias.
Guillen sinalizou que a instituição prevê uma desaceleração na atividade econômica nos próximos trimestres e destacou que o BC tem como meta a manutenção da inflação “em torno da meta” estabelecida.
Ele também mencionou que os primeiros dados referentes ao quarto trimestre deste ano sugerem que a moderação da atividade econômica deverá continuar. Além disso, o diretor notou que existem sinais iniciais de moderação no mercado de trabalho brasileiro.
O Relatório de Política Monetária
Mais cedo, o Banco Central divulgou, através de seu Relatório de Política Monetária, que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 foi elevada de 2,0% para 2,3%.
Para 2026, a previsão de crescimento também foi ajustada, passando de 1,5% para 1,6%.
O relatório ainda indicou que a projeção de inflação para um período de 12 meses é de 3,2% para o terceiro trimestre de 2027. Este período é considerado crucial para as decisões de política monetária a serem tomadas a partir de janeiro do próximo ano, embora ainda se situe um pouco acima do centro da meta contínua de 3% que o BC está perseguindo.
O terceiro trimestre de 2027 foi classificado pelo mercado como um momento chave, pois se tornará a referência para o horizonte pertinente à política monetária na reunião de janeiro do Banco Central.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

