Goldman atualiza previsão para Selic na reunião de março

Goldman atualiza previsão para Selic na reunião de março

by Ricardo Almeida
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Previsões do Goldman Sachs para a Taxa Selic

O Goldman Sachs revisou suas expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), ajustando a previsão de corte na taxa básica de juros brasileira para um valor menor. Inicialmente, a instituição considerava uma redução de 0,50 ponto percentual na Taxa Selic, mas agora projeta um corte mais moderado de 0,25 ponto percentual, em virtude de um cenário externo mais complexo e de pressões inflacionárias adicionais.

Impacto do Conflito no Oriente Médio

A revisão nas expectativas ocorre num momento em que os preços do petróleo estão em forte ascensão, especialmente após o agravamento do conflito no Oriente Médio, que tem elevado os riscos associados à inflação global. De acordo com o banco, essa alta nos preços das commodities energéticas pode influenciar negativamente os índices de preços, impondo a necessidade de maior prudência por parte dos bancos centrais.

Projeção de Inflação para 2026

No que diz respeito ao Brasil, os economistas do Goldman ajustaram a projeção de inflação para 4,4% em 2026, representando um aumento de 0,3 ponto percentual em comparação com as estimativas anteriores. Esse ajuste reflete principalmente o impacto da ascensão dos preços do petróleo nas taxas de combustíveis e em outros custos ao longo da cadeia produtiva.

Flexibilização da Selic e Crescimento Econômico

Diante do cenário atual, há uma avaliação de que o Copom deverá iniciar um ciclo de flexibilização monetária de maneira mais cautelosa. Apesar desse contexto de inflação em alta, o banco ainda projeta que a taxa Selic irá se estabilizar em 12,5% ao final de 2026.

Ajuste na Projeção de Crescimento

Apesar da inflação mais pressionada, o Goldman Sachs revisou ligeiramente para cima sua previsão de crescimento econômico para o Brasil em 2026, passando de 1,8% para 2,0%. Essa melhora no prognóstico pode ser atribuída ao efeito positivo gerado pelos termos de troca, dado que o Brasil é um exportador líquido de petróleo e tende a tirar proveito de preços mais elevados da commodity.

Desafios e Oportunidades

Os economistas do banco identificam um cenário em que forças opostas se combinam: de um lado, há os ganhos de renda externa trazidos pelas commodities; de outro, existem as condições financeiras globais mais restritivas e a incerteza geopolítica, que podem limitar a possibilidade de um crescimento mais vigoroso.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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