Governo divulga relatório e deve continuar com o bloqueio de R$ 10,7 bilhões.

Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de 2025

A equipe econômica do Brasil divulgará, nesta segunda-feira (22), o terceiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao ano de 2025. A expectativa é que o congelamento do orçamento se mantenha em R$ 10,7 bilhões, valor que corresponde apenas ao bloqueio, sem a implementação de novos contingenciamentos.

Revisão do Relatório Anterior

A versão mais recente do relatório, publicada em julho, tinha como foco o cancelamento dos contingenciamentos, mantendo apenas o bloqueio dos R$ 10,7 bilhões. Em contraste, o primeiro relatório do ano, divulgado em maio, indicou um congelamento maior, que totalizava R$ 31,3 bilhões, sendo R$ 20,7 bilhões contingenciados e R$ 10,6 bilhões bloqueados.

Monitoramento Fiscal

Por meio desse relatório bimestral, o governo acompanha a trajetória fiscal e analisa a necessidade de ajustar a execução do orçamento. Quando as receitas previstas não são adequadas para atingir a meta estabelecida, a equipe econômica pode optar por bloquear ou contingenciar despesas para garantir a saúde fiscal do país.

Expectativas para o Futuro

De acordo com informações obtidas pela reportagem junto a fontes implicadas na elaboração do relatório, não há previsão de mudanças na situação atual, considerando a evolução das receitas. O economista-chefe da Warren Rena, Felipe Salto, afirma que o documento deve seguir sem surpresas.

“É esperado que o bloqueio atual permaneça em R$ 10,7 bilhões, sem que haja novos congelamentos. Isso se deve ao fato de que a dinâmica da arrecadação permite ao governo não anunciar novos apertos orçamentários”, explica Salto.

Metas Fiscais para 2025

Para o ano de 2025, a meta fiscal prevê um déficit de até R$ 31 bilhões, o que representa 0,25% do PIB. As projeções realizadas pela Warren Rena indicam um resultado negativo estimado de R$ 72,2 bilhões; no entanto, essa cifra inclui as despesas com precatórios, que podem ser abatidos do total.

“Caso os precatórios não sejam considerados, o déficit deve ficar em cerca de 0,22% do PIB, dentro dos limites estabelecidos pela meta”, aponta Salto.

Desafios para 2026

Salto também destaca os desafios que se acumulam para o ano de 2026. “Tanto a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) quanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) estão pendentes de avaliação pelo Congresso. Ademais, os números apresentados estão inflacionados, com várias receitas incertas que norteiam a proposta orçamentária enviada pelo Executivo”, finaliza.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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