Governo Federal Agiliza Concessão de Benefícios do INSS
O governo federal está mobilizado para eliminar, até o final de setembro, os pedidos pendentes de concessão de benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa meta, alinhada ao calendário eleitoral, busca zerar o estoque de requerimentos que estão aguardando análise por mais de 45 dias, abordando um dos principais pontos de desgaste político para a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é candidato à reeleição.
Programa de Gerenciamento de Benefícios
Para acelerar os processos e reduzir as filas de espera, o Executivo instaurou o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). Esse programa restabeleceu bônus de produtividade de R$ 68 por processo para servidores do INSS e R$ 75 por perícia médica realizada. O financiamento das atividades adicionais é feito por meio de liberações e remanejamentos orçamentários.
Essa iniciativa permitiu ao INSS aumentar o número de análises realizadas, resultando em 890 mil concessões em um único mês. O tempo médio de espera nas regiões foi reduzido para um intervalo que pode variar de 40 dias no Sul e São Paulo a mais de 100 dias no Nordeste.
O Tamanho da Fila e o Plano Político
A diminuição da fila de espera foi considerada uma estratégia fundamental pelo governo para prevenir que a oposição explore eventuais falhas no atendimento, além de evitar o retorno do escândalo relacionado aos descontos indevidos nas aposentadorias, que poderia prejudicar a campanha pela reeleição. Em maio deste ano, a fila total de pedidos somava 2,2 milhões, com um foco específico nos 765 mil requerimentos que ultrapassaram o prazo legal de 45 dias para análise.
Os esforços começaram a mostrar resultados significativos após o pico de janeiro, quando o estoque era de 1,9 milhão de processos. Desde esse período, o INSS tem conseguido reduzir a fila em uma média de 280 mil pedidos por mês. Se essa taxa de redução se mantiver, o governo acredita que será possível zerar as demandas até o final de setembro.
Mudança de Gestão na Previdência
A crise no INSS ficou evidente quando a fila de espera alcançou 2,7 milhões de pedidos acumulados. O desgaste político e as consequências da “Operação Sem Desconto”, que investigou desvios significativos relacionados a fraudes em descontos, levaram Lula a exonerar o então presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, em abril de 2026.
Em seu lugar, assumiu a nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, que tem como objetivo reestruturar a autarquia e acelerar a concessão de benefícios. Essa mudança na direção simboliza a determinação do governo em superar a crise surgida a partir das investigações e concentrar os esforços na modernização das operações e no aumento da produtividade das agências do INSS.
Fonte: www.moneytimes.com.br