Greve Nacional de Trabalhadores da Petrobras
A greve nacional dos trabalhadores da Petrobras (PETR4), iniciada nesta segunda-feira, alcançou, até o momento, a adesão de 16 plataformas de petróleo localizadas no litoral dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além de seis refinarias e outras instalações da companhia. A informação foi divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Situação Atual da Greve
A paralisação, que não tem uma data definida para seu término, é motivada por disputas em torno do Acordo Coletivo de Trabalho. Apesar da mobilização, a Petrobras relatou que, até o presente momento, a greve não causou impactos na produção de petróleo e derivados. Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, afirmou em comunicado que "o primeiro dia da greve nacional da categoria petroleira já demonstra um movimento muito forte em todos os Estados do país."
Operações e Medidas de Contingência
Durante greves, os trabalhadores costumam transferir as operações para equipes de contingência da empresa, a fim de minimizar ou evitar impactos na operação das refinarias e plataformas de petróleo. Quando as paralisações são de curta duração, é raro que haja repercussões significativas no abastecimento.
Em nota, a Petrobras destacou que adotou medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e reafirmou que o abastecimento no mercado permanece assegurado. A estatal também reconhece o direito de manifestação de seus empregados.
Adesão nas Plataformas e Refinarias
A FUP informou que as plataformas que estão paralisadas incluem PGP-1, PNA-2, P-09, P-19, P-25, P-35, P-38, P-40, P-43, P-48, P-51, P-54, P-56 e P-62, todas situadas no Norte Fluminense, na Bacia de Campos. Na região do Espírito Santo, houve também adesão, mas a federação não forneceu detalhes sobre as plataformas específicas.
Não há informações sobre a adesão nas plataformas localizadas na Bacia de Santos, onde estão concentrados os maiores campos produtores do pré-sal, que frequentemente operam com unidades afretadas. A FUP enfatizou que a falta de troca regular de turnos pode levar a uma paralisação parcial das unidades ou a operações em contingência, impactando diretamente a produção e a rotina operacional.
A greve também se estendeu a campos de produção terrestre na Bahia, unidades da Transpetro, PBio e o Terminal Aquaviário de Coari (AM), além da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), em Macaé, e da Estação de Compressão da TBG em Paulínia.
Adesão na Sede Administrativa e nas Refinarias
No Rio Grande do Norte, a sede administrativa da Petrobras, localizada em Natal, apresentou uma adesão de 90%, conforme informou a FUP. Durante a manhã da greve, também foi registrado que seis refinarias não realizaram a troca de turnos — um processo no qual não ocorre a passagem formal do comando da operação para a equipe seguinte, resultando na necessidade de acionar protocolos de contingência para garantir a segurança operacional.
As refinarias afetadas incluem Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR). Essa situação reforça o caráter nacional e unitário da greve, segundo a FUP.
Negociações em Andamento
A Petrobras está atualmente em fase de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho desde o final de agosto deste ano. Recentemente, na última terça-feira, a companhia apresentou uma nova proposta, que, segundo a empresa, contempla "avanços aos principais pleitos sindicais."
A estatal reiterou seu comprometimento em finalizar a negociação do acordo nas mesas de discussão com as entidades sindicais. No entanto, a FUP destacou que os trabalhadores apresentaram uma pauta há mais de três meses e que os três principais eixos dessa pauta ainda não receberam resposta: a distribuição justa da riqueza gerada pela Petrobras, o término dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros e o reconhecimento da pauta do Brasil Soberano, solicitando a suspensão de desinvestimentos e demissões no setor de exploração e produção.
Mobilização de Aposentados e Pensionistas
Paralelamente à greve, aposentados e pensionistas da Petrobras continuam, pelo quinto dia consecutivo, realizando uma vigília em frente ao Edisen, o edifício-sede da Petrobras, localizado no Rio de Janeiro. A FUP mencionou essa ação como parte do movimento mais amplo de reivindicações em curso na companhia.
Fonte: www.moneytimes.com.br


