Gripen, Navios e Mísseis: Como Será Utilizado o Investimento Bilionário em Defesa

Gripen, Navios e Mísseis: Como Será Utilizado o Investimento Bilionário em Defesa

by Fernanda Lima
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Avanço na Proposta de Orçamento para Defesa

As Forças Armadas do Brasil receberam com animação, alívio e otimismo o desenvolvimento da proposta que assegura R$ 30 bilhões para projetos estratégicos relacionados à defesa nacional nos próximos seis anos. Os militares já iniciaram o planejamento de como esses recursos serão utilizados.

A legislação, que permite a liberação de R$ 5 bilhões por ano fora do arcabouço fiscal, foi aprovada com 57 votos favoráveis e apenas quatro contrários no plenário do Senado. A proposta segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Após uma votação que contou com o apoio de parlamentares de diversas ideologias, os militares sentiram-se ouvidos, especialmente após anos de reivindicações sobre a subcapacidade operacional das Forças Armadas, ressaltando a falta de orçamento suficiente até mesmo para a manutenção dos equipamentos existentes.

Aguardando a Aprovação da PEC da Previsibilidade

A recente medida é considerada um alívio momentâneo, enquanto as Forças Armadas aguardam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previsibilidade. Esta proposta estabelece que 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil seja destinado à defesa, alinhando-se às metas dos padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Essa questão deverá ser abordada pelas próximas administrações a partir de 2026, segundo avaliação dos oficiais.

Planejamento das Forças Armadas

Os militares já começam a delinear como os recursos financeiros serão aplicados. A CNN conversou, em caráter reservado, com oficiais-generais das três regiões das Forças Armadas: Marinha, Exército e Força Aérea.

Força Aérea Brasileira (FAB)

Na Força Aérea Brasileira, a prioridade inicial está voltada para a conclusão do cronograma de entrega dos caças suecos Gripen. De acordo com fontes consultadas pela CNN, a falta de orçamento atrasou o calendário de entregas das aeronaves, que tinha previsão de finalização em 2024, mas agora se estendeu até 2032. Até o momento, apenas 10 dos 36 caças foram entregues.

Além do cronograma de entrega, parte dos recursos deve ser direcionada ao pagamento e igualização de juros. Cálculos internos da FAB mostram que, caso esses valores fossem empregados apenas para quitar juros, seria possível adquirir entre três e cinco novos caças.

A modernização e manutenção das aeronaves em operação também se destacam como prioridades, assim como o avanço na aquisição e desenvolvimento de drones modernos, considerados uma fragilidade atual das Forças Armadas brasileiras.

Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil, sendo a mais antiga das Forças Armadas, destinará parte dos recursos adicionais ao avanço do programa do submarino nuclear brasileiro, que ainda avança a passos lentos. Outro foco importante é a renovação e construção de novas fragatas, uma iniciativa que já está em andamento de forma limitada.

Os investimentos em sistemas de monitoramento da Amazônia Azul, vasta área marítima sob jurisdição brasileira, são também uma das prioridades, considerando que esta região é rica em recursos estratégicos e representa mais da metade da extensão territorial do Brasil. A proteção dessa área requer tecnologias avançadas, como radares, inteligência artificial e análise de dados, que necessitam de constantes investimentos.

Dentro desse contexto, a Marinha pretende acelerar o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, que é voltado para a vigilância e para uma resposta rápida a incidentes no mar. A implementação desse sistema tem enfrentado atrasos devido a restrições orçamentárias.

A primeira unidade de vigilância, localizada em Ilha Grande, no estado do Rio de Janeiro, está prevista para ser entregue em 2026. A segunda unidade, planejada para o Farol de Cabo Frio, ainda aguarda a liberação de recursos.

Exército Brasileiro

No Exército Brasileiro, generais e oficiais consultados pela CNN identificam duas frentes prioritárias: o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e a modernização da artilharia. O Sisfron, que foi criado nos anos 2000, está atualmente considerado defasado e requer atualizações para se manter eficaz.

A proteção das fronteiras brasileiras, especialmente na região amazônica, é vista como uma questão estratégica e sensível, em razão da atividade de espionagem internacional, tráfico de drogas e a atuação de organizações criminosas na área.

Outra prioridade do Exército é a aquisição de novos sistemas de artilharia e mísseis táticos de cruzeiro, tendo em vista que os estoques atuais são considerados insuficientes.

A expectativa em torno dessa nova fase de investimentos nas Forças Armadas reflete a urgência em atender às necessidades emergentes e a busca por uma modernização que permita à instituição cumprir suas funções de maneira mais eficaz e em conformidade com os desafios contemporâneos. As decisões sobre a alocação dos recursos estarão em pauta nos próximos meses.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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