Grupo GPS Avalia Oportunidades de Aquisição
O Grupo GPS (GGPS3) continua analisando possibilidades de aquisição para expandir seu portfólio de serviços, conforme informou a diretora de governança e relações com investidores, Marita Bernhoeft.
Modelo de Negócio
Em entrevista ao Money Times, a executiva reafirmou que o modelo de negócio do grupo é fundamentado em uma combinação de crescimento orgânico e inorgânico.
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“A combinação destes dois vetores de crescimento tem se mostrado muito eficaz para garantir o crescimento sustentável da companhia, que resultou em um crescimento médio de 31% ao ano nos últimos cinco anos”, destacou Bernhoeft.
Segundo a executiva, o equilíbrio entre crescimento orgânico e inorgânico é ajustado de acordo com as oportunidades de M&A e o ambiente competitivo junto aos clientes. Em 2024, a empresa adquiriu a GRSA, a maior operação dentre as 55 aquisições já realizadas pelo grupo.
Além de fortalecer o crescimento inorgânico na ocasião, Bernhoeft afirma que essa aquisição será essencial para sustentar o crescimento orgânico, devido à oportunidade de cross sell — estratégia que consiste em oferecer mais de um serviço a um mesmo cliente.
Integração da GRSA
De acordo com Bernhoeft, o processo de integração completa da GRSA deve prosseguir até o final de 2025, com novas reestruturações organizacionais que devem contribuir para uma melhoria nas margens no segundo semestre.
Resultados do Grupo GPS no 2T25
No segundo trimestre de 2025 (2T25), o Grupo GPS apresentou resultados que ficaram ligeiramente acima do esperado. A receita líquida da empresa cresceu 23% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido recuou 6%, alcançando R$ 156 milhões, com a margem sendo pressionada pelos custos da integração com a GRSA.
“Mesmo em um ambiente mais competitivo e sob pressão de clientes por preços, o crescimento orgânico teve uma melhora no 2T25, principalmente devido à conquista de novos contratos”, disse Bernhoeft.
Perspectivas do Mercado
A visão otimista para os próximos meses encontra eco no mercado. Nos últimos 30 dias, as ações da companhia avançaram mais de 16% na bolsa. Nesta quarta-feira (27), os papéis registram uma alta de cerca de 2%.
Para o Santander, as margens devem apresentar um aumento após a empresa implementar a “eliminação de grandes despesas gerais” na GRSA. O BTG Pactual também observa que os custos de integração parecem ter atingido um pico, e a alavancagem deve se manter estável.
Ambas as instituições financeiras recomendam compra, embora mencionem riscos potenciais, como a execução da estratégia de M&A, a competição acirrada no setor, questões trabalhistas e a possibilidade de uma desaceleração econômica em decorrência das taxas de juros elevadas.
Dirigindo-se aos acionistas, a diretora enfatiza a tese de longo prazo, ressaltando a posição da GPS como líder em um mercado altamente fragmentado. “Somos a única do setor com capital aberto — ou seja, além de atuarmos em um mercado que oferece diversas oportunidades de expansão, nossa operação é caracterizada por transparência e disciplina financeira”, afirmou.

