Em novembro de 2025, o Grupo Mateus chamou atenção do mercado financeiro após realizar uma revisão contábil que foi interpretada como um erro em seu balanço patrimonial. Essa revisão resultou em uma alteração de R$ 1,1 bilhão na valorização dos estoques, o que fez a empresa perder R$ 1,9 bilhão em seu valor de mercado.
Nos últimos seis meses, as ações do grupo (GMAT3) caíram 16,50%, sendo negociadas a R$ 5,82. No entanto, uma nova análise da Bendorf Research, publicada pelo portal Acionista, sugere que a reação dos investidores foi exagerada e que o potencial de valorização do conglomerado ainda é significativo em relação ao seu valuation.
A desvalorização das ações é considerada um reflexo da percepção do mercado, e não dos resultados operacionais da empresa.
Cenário Alternativo para o Grupo Mateus
No aspecto prático, o Grupo Mateus mantêm uma forte presença nas regiões norte e nordeste do Brasil. Além disso, a empresa adota um modelo de vendas que combina varejo e atacado, o que facilita uma boa capacidade de expansão orgânica.
Dessa forma, é possível que o preço das ações se recupere no futuro. Contudo, para que isso ocorra, os analistas recomendam:
- Avaliar a compra das ações, com a expectativa de que o preço volte a refletir melhor os fundamentos da empresa (reprecificação).
- Considerar um horizonte de investimento de médio prazo, dado que essa correção pode demorar, em média, entre um a três anos.
- Acompanhar a evolução das margens e o ritmo de expansão das lojas, que são considerados indicadores-chave do desempenho.
- Observar a possível diminuição da diferença de valuation em relação ao Assaí Atacadista (ASAI3).
Leia também: Grupo Mateus: o que é CMMV? Entenda o cálculo que causou a crise na empresa.
Dessa maneira, a Bendorf Research projeta que, no futuro, com a diminuição do ruído no mercado, as ações sejam negociadas a preços que reflitam de forma mais coerente a real situação financeira do Grupo Mateus.
Fonte: timesbrasil.com.br