Resultados Financeiros do Grupo SBF
O Grupo SBF (código de ação SBFG3), responsável pela rede de varejo esportivo Centauro, divulgou na última segunda-feira um lucro líquido de R$74,2 milhões referente ao primeiro trimestre deste ano, refletindo um crescimento de 10,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior. Este resultado ocorreu em um contexto de aumento nas receitas, além de um consumo de caixa significativo devido à preparação para a Copa do Mundo.
Receita Líquida e Desempenho Setorial
A receita líquida da empresa apresentou um crescimento de 14,9%, alcançando quase R$1,8 bilhão. A margem bruta teve uma expansão de 1,1 ponto percentual, subindo para 50,8%. Entre as diferentes unidades de negócios, a Centauro registrou uma receita líquida de R$930,6 milhões, o que representa um aumento de 13,3% em relação ao ano passado. Por outro lado, a Fisia teve um crescimento mais expressivo, com uma alta de 26,1%, totalizando R$1,04 bilhão.
Resultados de Ebitda
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) apresentou um crescimento de 2,7%, totalizando R$230,9 milhões. Entretanto, a margem desse indicador caiu de 14,5% para 12,9%.
Consumo de Caixa Operacional
Durante o primeiro trimestre de 2026, a companhia relatou um consumo de caixa operacional de R$334,3 milhões. No ano anterior, no mesmo período, o consumo havia sido de R$15,2 milhões.
A empresa detalhou que o desempenho financeiro foi afetado pelo aumento dos estoques, que ocorreu devido à preparação para a Copa do Mundo e ao crescimento das operações. Outro fator citando foi o pagamento de fornecedores relacionado às compras realizadas para as vendas do último trimestre de 2025, além da dinâmica do contas a receber, que foi impactada pelo aumento no prazo médio para recebimentos.
Dívida e Alavancagem
A dívida líquida da empresa alcançou R$1,1 bilhão, representando um aumento de 141,6% em comparação ao ano anterior. A alavancagem, medida nos últimos doze meses, atingiu 1,59 vez, em contraste com 0,61 vez no mesmo período do ano passado.
Fonte: www.moneytimes.com.br