Haddad comunica a Lula sua decisão de não ser candidato e planeja deixar o governo até fevereiro.

Haddad comunica a Lula sua decisão de não ser candidato e planeja deixar o governo até fevereiro.

by Ricardo Almeida
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Saída do Ministério da Fazenda

Ao anunciar sua saída do Ministério da Fazenda “no mais tardar” até fevereiro, o ministro Fernando Haddad afirmou nesta quinta-feira que comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sua intenção de não ser candidato nas eleições de 2026. Haddad ressaltou que Lula afirmou que respeitará a decisão dele.

Perspectivas para as Contas Públicas

Durante um encontro com jornalistas, Haddad destacou que as contas públicas continuarão exigindo cuidados e que o governo que assumirá em 2027 seguirá aprimorando as normas já existentes. O ministro defendeu a manutenção da estrutura do arcabouço fiscal, embora possa haver alterações nos parâmetros.

Haddad mencionou que Lula não o procurou para solicitar que ele fosse candidato, sendo a iniciativa de discutir essa possibilidade parte do próprio ministro. Ele indicou a intenção de colaborar com a campanha de reeleição do presidente.

Conversas sobre Candidaturas

“O que ele disse a mim é o que falou hoje a vocês: ‘Posso querer, mas vou respeitar a decisão que o Haddad tomar’. Essa foi a resposta que ele deu quando informei que não tinha intenção de concorrer em 2026”, declarou o ministro. Em uma entrevista anterior, o presidente Lula expressou seu desejo de que Haddad fosse candidato no próximo ano, mas afirmou que o ministro tem “maioridade e biografia para decidir” seu futuro político.

Possíveis Candidaturas e Desafios Herdados

Haddad é reconhecido entre seus aliados como um nome competitivo para possíveis candidaturas ao Senado ou ao governo de São Paulo. Quando questionado sobre a possibilidade de ser candidato a vice-presidente na chapa de Lula, o ministro disse que nunca havia ouvido essa sugestão.

O ministro reiterou que a equipe econômica precisou lidar com problemas financeiros e de coordenação fiscal herdados do governo de Jair Bolsonaro e destacou que os dados econômicos do atual governo têm apresentado resultados melhores do que os esperados pelo mercado.

No entanto, ele reconheceu que reformas serão necessárias a partir de 2027 para melhorar a sustentabilidade dos gastos públicos. Para o curto prazo, Haddad afirmou que o Ministério da Fazenda está tranquilo em relação às contas de 2026, após a aprovação de cortes de benefícios tributários pelo Congresso Nacional, e que segue trabalhando em medidas fiscais potenciais, sendo que a apresentação dessas iniciativas dependerá da execução orçamentária.

Posicionamento sobre Dívida Pública

Haddad expressou sua oposição ao estabelecimento de um teto para a dívida pública, argumentando que essa não é uma solução viável.

Política Monetária e Juros

Em relação à atuação do Banco Central, Haddad afirmou que nunca divergiu da política monetária da autarquia, mas destacou que diferentes doses de juros podem ser discutidas. O ministro enfatizou que está empenhado em demonstrar os efeitos dos juros na economia.

Ele também expressou preocupação em relação aos dados da atividade econômica, que indicam uma desaceleração devido à política monetária restritiva. Haddad considerou que o choque de juros implementado pelo Banco Central no início do ano foi a decisão correta para reancorar as expectativas do mercado em relação à inflação.

Desafios Herdados pelo Banco Central

Haddad mencionou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, herdou “problemas graves” ao assumir o cargo, citando expectativas de inflação desancoradas, o que ocorreu “por conta de atuação indevida da autoridade monetária”, além de crises relacionadas ao Banco Master e à associação de fintechs com atividades criminosas.

O ministro reiterou que desde o início de sua gestão, defende a harmonia entre as políticas fiscal e monetária. Apesar disso, o Banco Central tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, sem fornecer indicações sobre o início de um eventual ciclo de cortes de juros.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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