Déficit Primário do Governo Central em 2025
Os números preliminares da equipe econômica indicam que o Governo Central encerrou o ano de 2025 com um déficit primário estimado em cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que ressaltou que este resultado está dentro da margem de tolerância estabelecida pela meta fiscal para o ano, a qual prevê um déficit zerado e admite um limite de até 0,25% do PIB.
Resultados Preliminares e Meta Fiscal
“Por três anos consecutivos, estamos cumprindo a meta de déficit primário. O número é preliminar, mas devemos ter encerrado o ano com 0,1% de déficit”, expressou Haddad durante uma conversa com jornalistas no Ministério da Fazenda.
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A nova regulamentação fiscal, adotada em 2023, estabelece que o resultado primário — que mescla receitas e despesas excluindo os juros da dívida pública — pode variar dentro de uma faixa de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB, sem que isso seja considerado um descumprimento da meta.
Inclusão de Despesas na Contabilidade Fiscal
Haddad esclareceu que o percentual de 0,1% leva em conta somente as despesas que estão incluídas na contabilidade fiscal regular. Se despesas autorizadas por iniciativas judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), forem acrescentadas, o déficit aumenta significativamente.
“Se considerarmos as exceções aprovadas pelo Congresso e decisões judiciais, podemos falar em um déficit em torno de 0,17%. Ao incluir os precatórios, o fechamento do ano se aproxima de 0,48%”, comentou o ministro.
Transparência Fiscal
De acordo com Haddad, a inclusão desses valores representa um aumento na transparência fiscal e corrige distorções que foram mantidas em anos anteriores, quando parte dessas despesas não foi considerada no cálculo do déficit primário.
Dívida Pública e Taxa de Juros
Haddad também abordou as projeções divulgadas recentemente pelo Tesouro Nacional, que indicam uma deterioração na trajetória da dívida pública. Há a possibilidade de que o endividamento alcance 95,4% do PIB em um prazo de dez anos, a menos que sejam adotadas novas medidas para incrementar as receitas do governo.
O ministro enfatizou que o fator principal que pressiona a dívida não é o déficit primário, mas sim o elevado nível de juros reais no Brasil.
“Atualmente, o que mais impacta a dívida pública é a taxa de juros reais, mais do que o resultado primário. O cumprimento do déficit primário está sendo consistente, e continuaremos a trabalhar nessa linha”, afirmou.
Divulgação dos Dados Fiscais
Os dados oficiais sobre o resultado fiscal de 2025 ainda estão por ser publicados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro. Até esse período, os números apresentados pelo ministro correspondem a estimativas iniciais.
Fonte: www.moneytimes.com.br

