Helbor (HBOR3) apresenta alta antes de sair da bolsa após prévia do 2T26; BBA classifica resultados como ‘fracos’

Helbor Registra Alta Após Divulgação da Prévia do 2T26

As ações da Helbor (HBOR3) estão sendo negociadas em alta nesta segunda-feira, dia 20, seguindo a divulgação da prévia operacional relativa ao segundo trimestre de 2026 (2T26). É importante destacar que esses papéis não estão incluídos no índice Ibovespa.

Por volta das 10h40 (horário de Brasília), as ações da incorporadora apresentavam um crescimento aproximado de 4%, sendo negociadas a R$ 2,06. Em contrapartida, o principal índice da B3, o IBOV, subia 0,13%, alcançando 173.936 pontos. Para o investidor que acompanha o mercado, é possível acompanhar esse movimento em tempo real.

Desempenho Operacional da Helbor no 2T26

No período compreendido entre abril e junho de 2026, a Helbor não registrou lançamentos, alcançando um total de R$ 211 milhões em vendas brutas proporcionais. Este valor representa uma queda de 23,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os cancelamentos de vendas, também conhecidos como distratos, atingiram R$ 66 milhões, correspondendo a 72,3% da participação da incorporadora. Notavelmente, houve uma redução de 49% em relação à mesma base de comparação do ano anterior.

A companhia destacou que todas as 100 unidades devolvidas foram revendidas durante o mesmo trimestre, gerando um ganho médio de 9% sobre o preço original das propriedades.

Dessa forma, as vendas líquidas totais da construtora no 2T26 somaram R$ 273 milhões, o que indica um recuo de 19% em um ano. Além disso, a velocidade de comercialização, medidas pelo índice VSO, ficou em 11,3%, mostrando uma queda de 7 pontos percentuais.

Análise do Itaú BBA sobre a Prévia Operacional

Os analistas do Itaú BBA caracterizaram os números apresentados pela Helbor como “fracos”. As vendas brutas da empresa ficaram 37% abaixo da estimativa previamente projetada pelo banco, que esperava um total de R$ 534 milhões.

No relatório, o Itaú BBA destacou que as vendas líquidas, que totalizaram R$ 273 milhões, também se mostraram 42% aquém das previsões realizadas pela instituição financeira.

Os analistas do banco atribuíram essa performance abaixo do esperado, além da falta de lançamentos, aos repasses de recebíveis, que alcançaram R$ 205 milhões, o que representa uma queda de 52% na comparação anual.

O banco enfatizou que a diminuição nas vendas ocorreu devido à ausência de entregas de empreendimentos no primeiro semestre de 2026, em contraste com cinco entregas realizadas no mesmo período de 2025. Essa situação, segundo a análise, pode resultar em um fluxo de caixa operacional fraco no balanço do 2T26.

Entretanto, os analistas ressaltaram que a posição de landbank da incorporadora é sólida, com um VGV potencial de R$ 11,6 bilhões. Destes, 47% estão destinados a projetos no segmento de alta renda e luxo.

Possível Saída da Helbor da Bolsa de Valores

A divulgação da prévia operacional ocorre em um contexto onde está em andamento uma oferta pública de aquisição (OPA) da HBR Realty (HBRE3) para a compra total das ações da Helbor, com o objetivo de encerrar o capital da incorporadora.

De acordo com informações do Itaú BBA, se a operação for aprovada, a fusão entre as empresas pode proporcionar benefícios como a redução da ciclicidade dos balanços, geração de sinergias em despesas administrativas e aumento do volume médio diário negociado das ações (ADTV).

Contudo, o banco expressou que essa transação pode, a curto prazo, impactar negativamente a dinâmica dos resultados, considerando a elevada alavancagem da HBR e os prejuízos recorrentes que a companhia tem contabilizado nos últimos trimestres.

O Itaú BBA reconheceu a existência de um cenário macroeconômico desafiador, além dos altos níveis de estoque no mercado imobiliário voltado à média e alta renda na região de São Paulo. Por essa razão, a instituição financeira mantém uma postura mais cautelosa em relação ao setor.

A recomendação do banco, em termos gerais, classificou a ação HBOR3 como market perform (neutra). Embora atualmente as ações estejam sendo negociadas com desconto, representando 0,3 vezes o múltiplo P/TBV (preço sobre valor patrimonial tangível), a expectativa de valorização para as ações é contemplada. O preço-alvo estipulado pelo Itaú BBA para os papéis é de R$ 3,10, o que sugere um potencial de valorização de cerca de 54% em relação ao valor atual de negociação.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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