Holding Fictor adquire banco e traz novo investimento ao mercado.

Holding Fictor adquire banco e traz novo investimento ao mercado.

by Ricardo Almeida
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Proposta da Fictor para aquisição do Banco Master

A holding de investimentos Fictor apresentou uma proposta para a compra do Banco Master. As informações sobre a transação foram inicialmente divulgadas pelo portal Metrópole e confirmadas pelo Money Times.

Com base nas informações apuradas, a operação prevê um aporte imediato de R$ 3 bilhões, o que visará fortalecer a estrutura de capital da instituição financeira. É relevante notar que o processo de aquisição não abrange o Willbank e o Banco Master de Investimentos, que estão em negociações com diferentes grupos de investidores.

Dificuldades financeiras e proposta negada

Desde o início do ano, o Banco Master, sob a direção de Daniel Vorcaro, tem enfrentado sérias dificuldades financeiras. O Banco de Brasília (BRB) chegou a apresentar uma proposta de aquisição, mas a transação foi impedida de avançar pelo Banco Central.

Além da Fictor, os negócios em questão envolvem investidores oriundos dos Emirados Árabes Unidos, e o acordo está sujeito à aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme informado em comunicado pela Fictor.

Mudanças na liderança do Banco Master

Em relação à liderança, Daniel Vorcaro deixará a instituição, resultando na necessidade de a Fictor nomear um novo presidente para o Banco Master. Segundo reportagem do Metrópole, o indicado para a posição é Antônio Oliveira Neto, que possui um histórico de atuação em diversas instituições financeiras globais, como JP Morgan, Santander e HSBC. Antônio conta com mais de 25 anos de experiência no sistema financeiro nacional.

O pedido submetido ao Banco Central contempla ainda mudanças na diretoria, a formação de um novo conselho e uma alteração na denominação social, que passará a ser Banco Fictor, conforme o comunicado divulgado recentemente.

Entrando no mercado financeiro brasileiro

De acordo com as declarações de Rafael Góis, sócio da Fictor Holding Financeira, a operação de aquisição representa um passo significativo para a entrada da Fictor no mercado financeiro do Brasil. Ele destacou que a empresa se mantém alinhada às melhores práticas de governança, com a intenção de oferecer produtos sólidos que atendam às demandas do mercado nacional. Góis enfatizou que o foco da Fictor sempre será o investimento na economia real.

Por sua vez, Daniel Vorcaro comentou que a transação se caracteriza como uma operação privada, envolvendo parceiros complementares que possuem alcance global. Ele destacou que o Banco Master conseguiu demonstrar sua força e resiliência nos últimos meses, superando grandes desafios. Segundo Vorcaro, a combinação dos produtos existentes com a capacidade de distribuição da Fictor permitirá que o novo banco ganhe destaque no cenário brasileiro, que ainda carece de novos participantes e uma concorrência saudável. Ele acredita que, ao final, os beneficiados com essa união serão os clientes.

Quem é a Fictor?

No mês de dezembro do ano anterior, a Fictor realizou um “IPO reverso”, o que resultou na listagem de uma parte significativa de sua divisão alimentícia na B3, especificamente sob a denominação Fictor Alimentos SA (FICT3).

Contexto da crise do Banco Master

Os problemas enfrentados pelo Banco Master tiveram início no final de março, quando o conselho do BRB aprovou a aquisição de 58% do capital do banco, com uma operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões. Essa aquisição era considerada uma solução para os problemas financeiros do banco, que tem sido dirigido por Daniel Vorcaro e é conhecido pelo alto custo de captação.

O banco emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remunerações que chegavam até 40% acima da taxa básica do mercado. Ademais, sua programação incluía investimentos considerados de alto risco, como precatórios e empresas em dificuldades financeiras.

Em decorrência dessa situação, órgãos reguladores começaram a monitorar mais de perto a operação. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) solicitou esclarecimentos sobre as condições da aquisição, enquanto o Ministério Público de Contas do DF (MPCDF) fez um pedido de acesso total ao processo administrativo envolvido na compra.

No início do mês de maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) suspendeu a assinatura do contrato devido à ausência de aprovação da Assembleia de Acionistas e à falta de autorização legislativa. Contudo, essa decisão foi revertida em segunda instância, permitindo que o BRB celebrasse o contrato definitivo.

Em junho, o Cade aprovou a operação sem impor restrições, justificando que a transação não apresenta riscos significativos para a concorrência no mercado.

No entanto, em setembro, o Banco Central vetou a compra, citando a falta de viabilidade econômica e o risco associado à sucessão, uma vez que o BRB teria que assumir integral ou parcialmente operações que não conhecia do Banco Master.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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