Autuação da Petrobras pelo Ibama
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá autuar a Petrobras (PETR4) em decorrência do vazamento de um fluido de perfuração no poço exploratório da Bacia da Foz do Amazonas. Essa informação foi confirmada pelo presidente do órgão, Rodrigo Agostinho.
Infração a ser gerada
De acordo com Agostinho, “deverá gerar um auto de infração” para a Petrobras. Ele não especificou qual poderia ser o valor dessa infração, mas destacou que a análise do relatório relacionado ao incidente está sendo finalizada. “É o que acontece sempre, a equipe deve estar fechando a análise do relatório agora, acho que questão de alguns dias, esta semana”, acrescentou Agostinho.
Relatório sobre o vazamento
Na ocasião, a Petrobras apresentou ao Ibama, no início da semana, um relatório detalhando o vazamento do fluido de perfuração, que ocorreu na costa do estado do Amapá no dia 4 de janeiro.
Retomada da perfuração
Recentemente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a reiniciar a perfuração do poço, atividade que havia sido suspensa no início deste ano devido ao vazamento. O documento relacionado a essa autorização foi analisado pela Reuters. No plano inicial, a estatal tinha como previsão a conclusão das atividades de perfuração no poço em aproximadamente cinco meses.
Rigidez na concessão de licenciamento
O presidente do Ibama mencionou que o relatório entregue pela Petrobras era a informação necessária para o órgão ambiental finalizá-la análise. Ele enfatizou que a concessão de licenciamento para exploração é feita com rigor. Embora acidentes sejam possíveis, os planos de gerenciamento precisam ser elaborados de modo a “reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação”.
Comparação com precauções de segurança
Agostinho utilizou uma analogia para explicar a filosofia do Ibama em relação à segurança ambiental: “É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio.” O presidente do órgão também observou a sensibilidade da região da Foz do Amazonas, que, apesar de estar em alto mar, possui áreas de corais e manguezais na costa.
Autorização de estruturação
“Enquanto não tinha uma estrutura lá, tiveram que montar uma megaestrutura lá no Oiapoque. O Ibama não autorizou a exploração. A licença só saiu depois de tudo isso, e a gente ainda exigiu testar o plano (de contingência) deles várias vezes,” disse Agostinho, enfatizando a necessidade de embarcações e infraestrutura adequadas para operações em ambientes delicados.
Incidentes anteriores
O presidente do Ibama declarou também que a Petrobras é frequentemente autuada pelo órgão ambiental, “normalmente por causa de pequenos incidentes”. A gravidade do vazamento de fluido gerou manifestações de ativistas e organizações indígenas da região, que há anos alertam sobre os riscos que a exploração de petróleo pode representar para os ecossistemas marinhos e costeiros locais.
Fonte: www.moneytimes.com.br