Brasil deve colher safra recorde em 2026
O Brasil está prestes a colher uma safra histórica de cereais, leguminosas e oleaginosas no ano de 2026. De acordo com as estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira, dia 14, a produção deve alcançar 348,4 milhões de toneladas. Esse volume representa um aumento de 0,7% em relação a 2025 e é o maior registrado na série histórica do instituto.
Soja atinge recorde histórico
A produção de soja foi projetada em 173,7 milhões de toneladas, um novo recorde na série histórica do IBGE. Essa quantidade é 4,6% maior do que a registrada em 2025 e 0,3% superior à estimativa feita em fevereiro deste ano. A área cultivada deve crescer 1,0%, alcançando um total de 48,3 milhões de hectares, com um rendimento médio de 3.603 kg por hectare, o que representa um aumento de 3,6% em comparação ao ano anterior.
Café registra o maior volume desde 2002
Quanto ao café, a produção das espécies arábica e canephora está estimada em 3,9 milhões de toneladas, equivalentes a 65,1 milhões de sacas de 60 kg. Essa quantidade representa um crescimento de 13,1% em relação a 2025 e é o maior volume documentado desde 2002, data em que o IBGE alterou a unidade de medida para a cultura. O café canephora, por sua vez, atingiu uma produção recorde de 1,3 milhão de toneladas, ou 21,1 milhões de sacas, com um crescimento de 4,7% em relação à estimativa de fevereiro.
Milho e arroz enfrentam recuo
Apesar do desempenho positivo da safra como um todo, os cultivos de milho e arroz apresentaram queda em comparação ao ano anterior. A produção de milho foi estimada em 138,3 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 2,4% em relação a 2025, embora tenha havido um crescimento de 3,0% em relação a fevereiro. A primeira safra avançou 13,7%, enquanto a segunda safra sofreu uma redução de 6,0%.
A produção de arroz em casca foi estimada em 11,3 milhões de toneladas, o que significa uma queda de 2,7% em comparação ao mês anterior. O IBGE aponta que os baixos preços e a rentabilidade reduzida estão desestimulando os investimentos nas lavouras. No Rio Grande do Sul, o maior produtor nacional de arroz, a produção deve cair 9,3% em relação a 2025.
O cultivo de algodão herbáceo também está em declínio, com a produção estimada em 8,7 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 11,9% em comparação ao ano anterior.
Centro-Oeste se destaca na produção nacional
Na distribuição regional da produção, o Centro-Oeste se destaca ao responder por 50,1% do total nacional, com 167,5 milhões de toneladas. O Sul aparece em segundo lugar, com 26,5%, seguido pela região Sudeste, com 8,8%, Nordeste, com 8,4%, e, por último, a região Norte, com 6,2%.
Em termos de produção por estado, Mato Grosso lidera com 31,0% do total nacional, seguido pelo Paraná, que contribui com 13,7%. O Rio Grande do Sul responde por 10,8%, Goiás por 10,7%, Mato Grosso do Sul por 8,2% e Minas Gerais com 5,4%. Juntos, esses seis estados concentram 79,8% da produção total estimada para 2026.
Na comparação mensal, o Centro-Oeste apresentou um crescimento de 3,9%, enquanto o Nordeste teve um aumento de 1,3%. Por outro lado, o Sul enfrentou uma redução de 2,9%.
Feijão atende ao consumo interno
A produção de feijão foi avaliada em 3,0 milhões de toneladas, mostrando uma queda de 2,0% em relação a 2025. No entanto, o IBGE assegura que esse volume será suficiente para suprir o consumo interno brasileiro em 2026, não sendo necessária a importação do produto.
O sorgo apresentou uma estimativa elevada de 10,2% em relação a fevereiro, alcançando 5,4 milhões de toneladas, com a área plantada também tendo crescido em 6,4%.
Fonte: timesbrasil.com.br


