Ibovespa Renova Recordes
O Ibovespa (IBOV) apresentou um salto superior a 4 mil pontos, estabelecendo novos recordes tanto intradiários quanto de fechamento pela quarta sessão consecutiva, favorecido pela rotação de investimentos a nível global.
Nesta sexta-feira (23), o principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com uma alta de 1,86%, alcançando 178.858,54 pontos, que representa um novo recorde nominal em sua história. O fechamento anterior, que já era a máxima, foi registrado no dia anterior, quando o Ibovespa terminou o dia com 175.589,35 pontos.
Durante o pregão, o índice também quebrou a marca de maior pontuação intradia, atingindo 180.532,28 pontos, uma alta de 2,82% em comparação ao dia anterior, que havia registrado 177.741,56 pontos.
Por sua vez, o dólar à vista (USDBRL) concluiu as negociações do dia cotado a R$ 5,2862, apresentando uma leve alta de 0,03%. Ao longo da semana, a moeda estrangeira acumulou uma desvalorização de 1,61% em relação ao real.
No âmbito interno, os investidores estavam atentos aos desdobramentos do Caso Master.
Desdobramentos do Caso Master
Na data de hoje, a Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão direcionados a três autoridades do Rioprevidência, com o intuito de investigar alegações de operações financeiras irregulares relacionadas ao Banco Master.
De acordo com um comunicado da Polícia Federal, sem divulgar nomes dos envolvidos, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. O objetivo é apurar a suspeita de irregularidades financeiras que expuseram o patrimônio da autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado a altos riscos, considerados incompatíveis com sua finalidade.
Movimentações do Ibovespa
A entrada de capital estrangeiro continuou a elevar o Ibovespa (IBOV), que atingiu novos recordes com apoio das principais empresas do índice. As ações da Petrobras (PETR4) avançaram mais de 5%, resultando em uma recuperação de aproximadamente R$ 50 bilhões em seu valor de mercado ao longo das últimas quatro sessões. A ação da companhia se destacou como a mais negociada, contabilizando um volume financeiro superior a R$ 2 bilhões em cerca de 70,5 mil transações.
A valorização das ações da estatal foi impulsionada, além do capital estrangeiro, pelo desempenho do petróleo. O contrato futuro do Brent mais líquida para março subiu 2,84%, chegando a US$ 65,88 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), em meio a um aumento nas tensões no Oriente Médio e potenciais sanções dos Estados Unidos ao Iraque.
Da mesma forma, as ações da Vale (VALE3) ultrapassaram a cotação de R$ 85, posicionando-se entre as mais negociadas na B3. Os bancos, que compõem uma parte significativa dos pesos-pesados do índice, também acompanharam o apetite ao risco por parte do mercado doméstico.
Esses bancos, além da Vale e da Petrobras, representam 50% da carteira teórica do Ibovespa.
Na ponta positiva do índice, a Braskem (BRKM5) se destacou, impulsionada por rumores de que a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, aguarda a aprovação do governo para assumir a principal posição no conselho de administração da petroquímica. A Petrobras é uma das maiores acionistas da Braskem, detendo cerca de 47% das ações votantes e 36% da participação no capital social da empresa. A Nonovor (ex-Odebrecht) detém 50,1% das ações com direito a voto da Braskem.
No campo negativo, as ações da Vivara (VIVA3) lideraram as quedas.
Desempenho Externo
Os índices de Wall Street apresentaram um desempenho misto, influenciado por um alívio nas tensões geopolíticas relacionadas à Europa e à Groenlândia, além de novos dados econômicos e expectativas sobre a sucessão na presidência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).
As ações da Intel despencaram mais de 14%, uma vez que a empresa informou perspectivas de receita e lucro trimestrais abaixo das expectativas do mercado, atribuindo essa situação a dificuldades em atender à demanda por seus chips de servidor utilizados em data centers de Inteligência Artificial (IA). Apesar disso, as ações dessa companhia acumularam uma alta de cerca de 50% desde o início do ano.
Adicionalmente, o governo Trump sinalizou a possibilidade de sanções direcionadas a políticos de alto escalão do Iraque, caso grupos armados apoiados pelo Irã sejam incluídos no novo governo, conforme reportagens da Reuters.
Com relação à futura presidência do Fed, os investidores aumentaram as apostas associadas à indicação de Rick Rieder, chefe de renda fixa da BlackRock. No final da tarde, a plataforma Polymarket indicava uma chance de 46% de que Rieder fosse nomeado para o cargo, enquanto o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, tinha 33% de probabilidades.
Fechamento dos Índices
A seguir, confira o fechamento dos principais índices:
- Dow Jones: -0,58%, aos 49.098,71 pontos;
- S&P 500: +0,03%, aos 6.915,61 pontos;
- Nasdaq: +0,28%, aos 23.501,24 pontos.
Os índices mostraram um saldo semanal negativo, em função da semana mais curta devido ao feriado em homenagem a Martin Luther King Jr., que fechou os mercados norte-americanos na última segunda-feira (19).
Na Europa, os principais índices terminaram suas negociações em baixa, influenciados pelas incertezas em torno da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca que está sob disputa pelos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou uma queda de 0,09%, fechando aos 608,34 pontos.
O índice interrompeu uma sequência de cinco semanas de ganhos, a maior desde maio.
Na Ásia, os índices fecharam em alta. O índice Nikkei do Japão avançou 0,29%, alcançando os 53.846,87 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também teve um ganho de 0,45%, atingindo 26.749,51 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

