Ibovespa atinge nova máxima histórica com atração de capital externo e mudança de foco global para mercados emergentes.

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão da terça-feira, 21 de janeiro, com uma valorização de 0,87%, alcançando 166.276 pontos, o que representa uma nova máxima histórica de fechamento. Esse desempenho se destacou em relação ao desempenho negativo das bolsas norte-americanas. O movimento de alta foi impulsionado por um forte fluxo de compra, principalmente por parte de investidores estrangeiros, em um cenário de migração de capital em direção a mercados emergentes, em detrimento dos Estados Unidos. O volume financeiro chegava a R$ 17,4 bilhões, um montante inferior à média móvel registrada nos últimos 50 pregões. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) acompanhou a tendência positiva do índice à vista ao longo da sessão.

Fatores políticos e cenário internacional impulsionam o mercado

No contexto doméstico, a aprovação dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, realize uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana, foi recebida de forma positiva pelo mercado. A decisão foi vista como um indicativo de redução da tensão institucional no curto prazo.

Em nível internacional, a considerável venda de títulos públicos do Japão provocou um estresse nas curvas de juros globais, enquanto as bolsas de valores norte-americanas operavam em queda, o que reforçou o fluxo de recursos para mercados emergentes. O índice DXY (CCOM:DXY) caiu 0,47%, alcançando 98,58 pontos, favorecendo assim ativos considerados de risco, mesmo com o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) registrando uma leve alta de 0,03%, fechado a R$ 5,389.

Destaques de altas e principais contribuições do índice

Entre as ações que se destacaram com as maiores altas no Ibovespa, estão as ações ordinárias da TIM (BOV:TIMS3), que tiveram um avanço de 4,98%; da C&A (BOV:CEAB3), que valorizou-se em 4,34%; e da Telefônica Brasil (BOV:VIVT3), com um incremento de 3,97%.

No que diz respeito às principais contribuições para o desempenho do índice, destacaram-se a Vale (BOV:VALE3), que teve uma alta de 1,92%; a Sabesp (BOV:SBSP3), que subiu 3,10%; e o Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), que registrou um ganho de 0,94%. O movimentação financeira seguiu concentrada em ações de grande peso, refletindo a continuidade do forte fluxo de capital externo no mercado de ações brasileiro.

Juros futuros sobem com estresse global e leilão do Tesouro

O mercado de juros futuros na B3 finalizou a sessão com uma alta generalizada, com destaque para os vértices de longa duração, que registraram um avanço de até 12 pontos-base. Essa alta reflete a pressão gerada pela venda significativa de títulos do governo japonês, gerando preocupação fiscal no mercado global. Os vértices de média duração também mostraram uma elevação significativa, enquanto os contratos de curta duração registraram um ajuste mais moderado.

Além disso, os investidores observaram o leilão realizado pelo Tesouro Nacional, que vendeu 450 mil NTN-B e 632.500 LFTs, um volume inferior ao da semana anterior, o que gerou uma pressão adicional sobre a curva de juros. Os contratos futuros de juros (BMF:DI1FUT) concentraram a maior parte dos negócios do dia.

Fonte: br.-.com

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