Ibovespa encerra pregão em alta
O Ibovespa (BOV:IBOV) fechou o pregão da quarta-feira, dia 14 de janeiro, com uma expressiva alta de 1,96%, alcançando os 165.145 pontos e estabelecendo uma nova máxima histórica de fechamento. Esse movimento contrasta com o desempenho negativo das bolsas norte-americanas. O índice teve como principais impulsores as ações de maior peso, especialmente as da Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) e da Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), em um cenário de maior apetite ao risco no mercado local. O volume financeiro registrado foi de R$ 21,3 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões e evidenciando um viés comprador ao longo da sessão.
Mercado futuro acompanha tendência positiva
No mercado futuro, o contrato de Ibovespa futuro (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) acompanhou a alta do índice à vista. A valorização refletiu a entrada consistente de fluxo comprador e uma análise mais otimista dos investidores em relação ao cenário interno, mesmo diante de um ambiente externo que não era favorável.
Fatores domésticos influenciam o mercado acionário
O mercado acionário brasileiro foi predominantemente impactado por fatores internos em um dia onde a agenda econômica estava esvaziada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e na China. Os investidores reagiram à divulgação de uma nova pesquisa Genial/Quaest, que indicou uma redução na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma avaliação de governo que permanece dividida, o que provocou ajustes nas expectativas políticas e favoreceu o apetite por risco no mercado local. Este movimento foi sustentado por um fluxo estrangeiro positivo, com um ingresso líquido de R$ 2,0 bilhões em renda variável até o dia 12 de janeiro.
Desempenho do dólar no cenário internacional
No cenário externo, o índice do dólar DXY (CCOM:DXY) registrou uma leve queda de 0,09%, alcançando os 99,08 pontos, o que reflete um enfraquecimento da moeda norte-americana em termos globais. Porém, a moeda brasileira, o real, teve um desempenho negativo, com o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) subindo 0,37%, atingindo R$ 5,416. Este movimento foi atribuído a fatores locais. Além disso, a notícia de que os Estados Unidos devem suspender o processamento de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, foi vista como um fator negativo pelos investidores, impactando o humor do mercado.
Destaques do mercado corporativo
Entre os destaques no mercado corporativo, as ações da Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE) lideraram as altas do Ibovespa, registrando uma valorização de 4,74%, impulsionadas pela recuperação dos preços do minério de ferro. A Bradespar (BOV:BRAP4) teve um aumento de 4,32%, enquanto a TIM Brasil (BOV:TIMS3) subiu 4,30%. As maiores contribuições positivas para o índice foram novamente atribuídas a Vale e Petrobras, evidenciando a significativa influência das commodities no desempenho do mercado.
Prévia operacional da MRV Engenharia
Outro destaque foi a MRV Engenharia (BOV:MRVE3), que divulgou uma prévia operacional, mostrando vendas líquidas de R$ 2,76 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma alta anual de 5,9%. Apesar de os números terem ficado ligeiramente abaixo das expectativas de alguns analistas, o mercado manteve uma visão construtiva em relação à empresa.
Mercado de juros futuros
No segmento de juros futuros, os contratos encerraram a sessão em alta em toda a curva, em um movimento oposto aos yields norte-americanos. Os vértices mais curtos registraram variações mais moderadas, enquanto os intermediários e longos apresentaram altas de até 4,0 pontos-base. Este comportamento reflete a percepção de risco fiscal, político e cambial no cenário doméstico, além da volatilidade do real. Como resultado, os contratos de DI futuro (BMF:DI1FUT) passaram a incorporar um prêmio adicional, mesmo na ausência de indicadores econômicos relevantes durante o período.
Fonte: br.-.com


