Ibovespa renova máximas históricas
O Ibovespa (IBOV) alcançou novas máximas históricas na última sexta-feira (19), ultrapassando 146 mil pontos em seu melhor desempenho do dia. Contudo, as variações ao longo do pregão foram modestas, influenciadas por um noticiário reduzido e pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
Desempenho do Índice
O índice de referência do mercado acionário brasileiro fechou com uma alta de 0,25%, alcançando 145.865,11 pontos, conforme dados preliminares. Durante o dia, o Ibovespa atingiu um pico de 146.398,76 pontos e, em seu menor momento, caiu para 145.495,55 pontos.
Ao longo da semana, o Ibovespa acumulou um ganho de 2,53%.
Análise Técnica
Gilberto Coelho, analista técnico da XP Investimentos, comentou que o Ibovespa encontra-se em uma tendência de alta de acordo com as médias de 21 e 200 dias. Coelho observou que houve uma resistência na marca de 146.331 pontos. Caso essa resistência seja superada, há a possibilidade de o índice avançar para os níveis de 147.200 ou 152.900 pontos. Ele advertiu, porém, que se o Ibovespa cair abaixo dos 143.400 pontos, isso poderia sinalizar uma realização de curto prazo, o que poderia levar o índice a tocar suportes em 141.000 ou 136.100 pontos.
Cenário Internacional
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 registrou um ganho de 0,47%, alcançando 6.662,84 pontos. O Nasdaq Composite, que reflete o setor de tecnologia, avançou 0,69%, chegando a 22.625,48 pontos. O Dow Jones também teve uma elevação de 0,36%, alcançando 46.315,77 pontos.
A semana na Bolsa brasileira foi marcada por sucessivas altas, impulsionadas pelo corte de juros nos Estados Unidos e pelas indicações do Federal Reserve de que mais reduções podem ocorrer em 2025.
Os investidores também reagiram à decisão do Banco Central brasileiro de manter a taxa Selic em 15% ao ano, com a autoridade monetária afirmando que esse nível se manterá por um período prolongado.
Destaques do Ibovespa
No cenário das ações, o Bradesco (BBDC4) teve alta de 1,78%, após o conselho de administração da instituição aprovar R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor financeiro, o BTG Pactual (BPAC11) valorizou-se em 1,58% e o Itaú Unibanco (ITUB4) teve um aumento de 1,33%. Por outro lado, o Santander Brasil (SANB11) apresentou uma queda de 0,68%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 2,17%.
A Natura (NTCO3) teve uma desvalorização de 4,65% em uma sessão de ajustes, após registrar alta de 16% no dia anterior, impulsionada pelo anúncio de um acordo para a venda de negócios sob a divisão Avon Internacional. A Cosan (CSAN3) também caiu, com uma queda de 4,46%, após um relatório do UBS BB reduzir a recomendação das ações para "neutra", mantendo o preço-alvo em R$ 9.
No setor de energia, a Petrobras (PETR4) recuou 1,11%, em razão da fraqueza do preço do petróleo em nível internacional, com o barril do contrato Brent fechando com uma desvalorização de 1,13%. No mesmo setor, a Brava Energia (BRAV3) teve uma queda de 2,32%, após a Maha Capital concluir a venda de todas as ações que possuía na empresa.