Ibovespa avança com queda nos juros dos EUA e forças de Vale, B3 e Banco do Brasil

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão desta terça-feira, 14 de julho, com um avanço de 0,51%, somando 176.641 pontos. Esse movimento positivo foi impulsionado pela euforia observada em Wall Street, decorrente da divulgação de dados que indicaram deflação no índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. Com essa informação, as expectativas para um aumento de juros na próxima reunião do Federal Reserve foram diminuídas, o que favoreceu ativos de risco em diversos mercados. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também apresentou uma trajetória positiva ao longo da sessão, acompanhando o fortalecimento do mercado à vista. Entretanto, apesar da valorização do principal índice da bolsa brasileira, o volume de negociações foi relativamente contido, totalizando R$ 16,8 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões, que é de R$ 18,5 bilhões. Isso sugere que o pregão foi sustentado mais pelo cenário macroeconômico do que por um aumento expressivo do fluxo de investidores.

Fatores Internacionais e Políticos

O desempenho da bolsa brasileira foi fortemente influenciado pelo cenário internacional. Nos Estados Unidos, a revelação de uma deflação de 0,4% no CPI de junho diminuiu as expectativas de elevação dos juros pelo Federal Reserve durante a reunião de julho, resultando em quedas nos rendimentos dos Treasuries e na desvalorização do dólar, evidenciada pelo recuo de 0,32% no índice DXY (CCOM:DXY). No Brasil, esse contexto ajudou a fechar a curva de juros, beneficiado pela estratégia do Tesouro Nacional de manter uma oferta reduzida de NTN-Bs e priorizar emissões de LFTs.

No campo político, os investidores estiveram atentos às movimentações em torno das eleições presidenciais, incluindo novas pesquisas eleitorais e negociações relacionadas à Medida Provisória do frete. Além disso, havia expectativa em relação à decisão dos Estados Unidos sobre possíveis tarifas que poderiam afetar produtos brasileiros. No setor energético, foi aprovada pelo CNPE a elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, que agora passa a ser de 32%. No cenário geopolítico, o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltou a pressionar os preços do petróleo Brent (CCOM:OILBRENT). Por outro lado, na China, a demanda por reposição de estoques por parte das siderúrgicas, juntamente com preocupações em relação à oferta global, sustentaram a alta do minério de ferro, o que beneficia as empresas vinculadas ao setor de mineração.

Destaques Corporativos e Movimentações do Índice

Entre os principais destaques corporativos da sessão, as maiores contribuições para a alta do índice foram registradas por Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, que subiu 1,59%; B3 (BOV:B3SA3), que administra a infraestrutura da bolsa de valores brasileira, com um aumento de 1,39%; e Banco do Brasil (BOV:BBAS3), que se destacou com uma valorização de 1,73%. Nas maiores altas do Ibovespa, figuraram Hapvida (BOV:HAPV3), operadora de planos de saúde e hospitais, com uma alta expressiva de 6,98%; Brava Energia (BOV:BRAV3), voltada para a exploração e produção de petróleo e gás natural, que avançou 6,49%; e Vamos (BOV:VAMO3), líder na locação de caminhões, máquinas e equipamentos pesados, com um crescimento de 4,30%.

As ações mais negociadas na sessão incluíram Vale (BOV:VALE3 | NYSE:VALE), Petrobras (BOV:PETR3 | BOV:PETR4 | NYSE:PBR), que é a maior produtora brasileira de petróleo, gás natural e derivados, e Banco do Brasil (BOV:BBAS3). Esse quadro reflete o interesse dos investidores por empresas ligadas a commodities, além do setor financeiro e estatais.

Movimentação do Mercado de Juros Futuros

O mercado de juros futuros (BMF:DI1FUT) apresentou uma forte queda na curva durante a sessão de 14 de julho, reflexo do alívio gerado pela surpresa positiva da inflação norte-americana e pela desvalorização das Treasuries. Os contratos de curto prazo apresentaram quedas mais moderadas, enquanto os vértices intermediários e longos registraram as maiores movimentações, com recuos de até 18,5 pontos-base. Isso indica uma redução significativa nos prêmios de risco e uma melhora nas expectativas em relação à política monetária brasileira. O movimento foi ainda favorecido pela estratégia do Tesouro Nacional, que optou por manter leilões simbólicos de NTN-Bs e focar mais na emissão de LFTs, o que contribuiu para diminuir a pressão sobre a curva real.

De maneira paralela, o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) caiu 1,18%, encerrando próximo aos R$ 5,098, enquanto o índice DXY (CCOM:DXY) recuou para 100,9 pontos, reforçando um ambiente favorável para os ativos domésticos e para os contratos futuros de juros negociados na B3.

Fonte: br.-.com

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