Ibovespa e Mercado Financeiro
O Ibovespa (IBOV) tenta mitigar as perdas acumuladas no mês de março nesta terça-feira, dia 31, beneficiado pela melhora no apetite ao risco dos investidores, tanto no Brasil quanto no exterior, além da expectativa em torno da divulgação dos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma alta de 1,77%, alcançando 185.749,10 pontos.
Apesar deste aumento expressivo, o Ibovespa ainda caminha para registrar uma queda de 3% ao longo de março.
O dólar à vista registrou queda em relação ao real, acompanhando a tendência observada para a moeda norte-americana no mercado internacional. Na mesma hora mencionada, o dólar era cotado a R$ 5,2308 (-0,34%). O DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, estava em baixa de 0,29%, atingindo 100,215 pontos.
Radar do Mercado
Principais Assuntos para Investir no Ibovespa nesta Terça-feira
1 – Eleições Presidenciais
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi anunciado na última segunda-feira como o candidato do PSD para concorrer à presidência da República nas eleições de outubro. Em suas declarações, Caiado comentou sobre a polarização política, afirmando que “a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é ali parte dela.”
De acordo com Caiado, caso venha a assumir a presidência, uma de suas primeiras medidas será implementar uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, sinalizando um gesto para os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atualmente, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), também estava na disputa interna do partido pela candidatura ao Palácio do Planalto, que inclui ainda o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O prazo oficial para registro das candidaturas ainda não foi estipulado.
2 – Contas Públicas
O Banco Central anunciou que a dívida pública bruta do Brasil, em proporção do PIB, cresceu 0,5 ponto percentual em fevereiro, atingindo 79,2%. Durante o mesmo mês, o setor público apresentou um déficit de R$ 16,388 bilhões, valor que é abaixo da previsão de déficit de R$ 25 bilhões, conforme pesquisa realizada pela Reuters. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo primário ficou negativo em R$ 52,843 bilhões, correspondendo a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB).
3 – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Trimestre
Os mercados aguardam novas informações sobre o cenário do emprego. De acordo com projeções do Projeções Broadcast, a expectativa do mercado é de que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) registre a criação líquida de 269 mil vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro. Isso indica uma recuperação nas contratações, seguindo um período de demissões mais intenso no final do ano. As previsões para esta leitura variam entre 200 mil a 353.435 vagas.
A projeção de abertura líquida de vagas no CAGED para 2026 é de 1,050 milhão, com expectativas que oscilam entre 680 mil a 1,376 milhão de novas vagas. A sazonalidade favorável deve contribuir para o aumento nas contratações formais durante o mês de fevereiro.
4 – Subvenção ao Diesel
Os Estados iniciaram a divulgação de suas adesões à política de subsídio à importação de diesel, que foi anunciada pelo governo federal no começo do mês com o objetivo de controlar os preços dos combustíveis em meio ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. A proposta elaborada pelo Ministério da Fazenda inclui uma subvenção de R$ 1,20 por litro durante um período de dois meses, sendo que R$ 0,60 serão custeados pela União e os outros R$ 0,60 pelos Estados.
Sergipe e Rio Grande do Sul anunciaram, na noite de ontem, que participarão do programa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também expressou apoio à adesão à iniciativa em um evento recente. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo.
5 – Conflito no Irã
Nesta terça-feira, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direcionado aos países que não apoiaram os EUA em seus ataques coordenados contra o Irã. Trump solicitou que esses países, que supostamente estão enfrentando dificuldades para garantir combustíveis para aviação, considerem a compra de petróleo norte-americano e até mesmo que façam uso do Estreito de Ormuz.
Em suas declarações, Trump destacou que países como Reino Unido e França falharam em colaborar no conflito, o qual já afetou os mercados globais, levando a um aumento nos preços da energia e gerando bloqueios na navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo Trump, a sugestão é que esses países procurem adquirir petróleo dos EUA, afirmando que há abundância. Ele afirma ainda que, se necessário, devem ir até o Estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”.
Além isso, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, apontou que os próximos dias poderão ser cruciais no desenvolvimento do conflito, afirmando que “temos cada vez mais opções, e eles [o Irã] têm menos.” Ele também comentou que o Irã é ciente das novas circunstâncias e que possui limitações em suas capacidades militares. Recentemente, Teerã foi responsável por um ataque a um navio petroleiro que estava completamente carregado nas proximidades de Dubai.
Fonte: www.moneytimes.com.br

