Ibovespa cai com cautela global após resultados da Nvidia, incertezas políticas e volatilidade nas commodities

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa fechou o dia 21 de novembro com uma queda de 0,39%, situando-se aos 154.770 pontos. Esse resultado representa o quarto pregão consecutivo em território negativo, mesmo com notícias positivas relacionadas à retirada de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O movimento no mercado sinalizou um descontentamento geral em resposta ao desempenho externo desfavorável do dia anterior, bem como ao resultado financeiro da Nvidia. O volume de negociações alcançou R$16,4 bilhões, superando a média móvel dos últimos 50 pregões, que era de R$15,9 bilhões. O contrato futuro do Ibovespa também seguiu a tendência de desvalorização, reduzindo sua força durante o dia, assim como o dólar futuro, que subiu 1,38%, alcançando R$5,412.

Fatores Impactantes no Pregão

O pregão de sexta-feira foi influenciado por uma combinação de fatores locais e internacionais que afetaram o apetite ao risco. No exterior, o mercado reagiu à forte volatilidade dos índices americanos das horas anteriores, impulsionada pelo balanço da Nvidia que superou as expectativas do consenso, levantando preocupações sobre a avaliação do setor de inteligência artificial. No Brasil, a indicação de Jorge Messias para o STF pelo presidente Lula gerou ruídos políticos adicionais, exacerbados pela reação contundente de Davi Alcolumbre e pela agenda de votação do projeto de aposentadoria especial dos agentes de saúde, considerado um tema fiscal sensível. Além disso, os esforços diplomáticos dos Estados Unidos para resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia impactaram os preços das commodities, enquanto os comentários mais brandos do FOMC não conseguiram motivar os investidores locais.

Maiores Quedas no Índice

Com a redução no volume de notícias corporativas devido ao feriado, as atenções se voltaram para os movimentos do mercado interno. Entre as ações que mais contribuíram para a queda do Ibovespa, destacaram-se CVC (BOV:CVCB3), que opera no setor de turismo com pacotes nacionais e internacionais, Totvs (BOV:TOTS3), conhecida por suas soluções de gestão empresarial, e Embraer (BOV:EMBR3), fabricante de aeronaves comerciais e executivas, cujas quedas foram de 7,11%, 6,66% e 4,34%, respectivamente.

Dentre os papéis que mais pressionaram o índice em termos de pontuação, estavam Embraer, Totvs e as units do BTG Pactual (BOV:BPAC11), considerado o maior banco de investimentos da América Latina. Nos frigoríficos, apesar de Marfrig (BOV:MRFG3) e Minerva (BOV:BEEF3) apresentarem valorização inicialmente por conta da retirada das tarifas, acabaram perdendo força ao longo do dia.

Curva de Juros da B3

A curva de juros da B3 apresentou uma alta moderada na sexta-feira (21/11), com as movimentações concentradas nos vértices de médio e longo prazo, que avançaram até 3,5 pontos-base. Os segmentos de curto prazo experimentaram ajustes mais discretos. O contrato futuro de juros (BMF:DI1FUT) refletiu o aumento das tensões fiscais, especialmente após a sinalização de votação de projetos que podem impactar significativamente as contas públicas, o que levou o mercado a desconsiderar a queda dos yields das Treasuries nos Estados Unidos. Entre os contratos mais negociados do dia, os DIs de médio prazo apresentaram as maiores variações, enquanto os de longo prazo mantiveram uma inclinação acentuadamente firme.

Dados Financeiros do Dia

Data Variação Pontuação Volume Financeiro
03/11/2025 0,61% 150.454,24 R$ 21,3 bilhões
04/11/2025 0,17% 150.704,20 R$ 25,2 bilhões
05/11/2025 1,72% 153.294,44 R$ 25,5 bilhões
06/11/2025 0,03% 153.338,63 R$ 24,4 bilhões
07/11/2025 0,47% 154.063,53 R$ 24,0 bilhões
10/11/2025 0,77% 155.257,31 R$ 21,9 bilhões
11/11/2025 1,60% 157.748,60 R$ 35,3 bilhões
12/11/2025 -0,07% 157.632,90 R$ 28,9 bilhões
13/11/2025 -0,30% 157.162,43 R$ 29,0 bilhões
14/11/2025 0,37% 157.738,69 R$ 25,5 bilhões
17/11/2025 -0,47% 156.992,93 R$ 26,6 bilhões
18/11/2025 -0,30% 156.522,13 R$ 23,9 bilhões
19/11/2025 -0,73% 155.380,66 R$ 25,0 bilhões
21/11/2025 -0,39% 154.770,10 R$ 23,8 bilhões

Destaques Corporativos

  • Americanas (AMER3)

    A Americanas voltou a ser destaque no mercado financeiro ao informar que não há um acordo de exclusividade vigente que envolva a venda do Hortifruti Natural da Terra (HNT). No comunicado, a empresa reiterou que se encontra em um processo de Market Sounding, conforme previsto em seu Plano de Recuperação Judicial, e que não recebeu proposta vinculante, nem de empresas citadas na mídia, nem de outros potenciais interessados.

  • Braskem (BRKM5)

    A Braskem comunicou que sua subsidiária Braskem Idesa, localizada no México, não realizou o pagamento dos juros de suas notas seniores garantidas, com vencimento em 2029, cuja soma totaliza US$ 900 milhões. O pagamento estava marcado para o dia 18 de novembro, mas foi adiado enquanto a empresa inicia negociações com um grupo ad hoc de credores.

  • BRB (BLIS3)

    O Banco de Brasília anunciou a nomeação de Nelson Antônio de Souza como presidente, logo após a destituição imediata de Paulo Henrique Costa. O anúncio se deu após uma operação da Polícia Federal que visava executivos do banco e do Banco Master, em uma investigação sobre uma fraude bilionária que buscava mascarar a liquidez da instituição.

  • Embraer (EMBJ3)

    A Embraer confirmou, na quinta-feira (20/11), a assinatura de diversos acordos estratégicos na Holanda, com o objetivo de fortalecer sua participação no mercado de defesa. As parcerias envolvem tecnologias avançadas e empresas de deep tech, com foco em inteligência artificial, sistemas multiagentes e gestão integrada de dados para operações militares complexas.

  • Energisa (ENGI11)

    A Energisa aprovou a emissão de uma nova bonificação de ações na proporção de 1 para 10, visando fortificar sua estrutura de capital por meio da capitalização de lucros. Essa decisão resulta na emissão de 228.942.467 novas ações, sendo 88,7 milhões ordinárias e 140,2 milhões preferenciais.

  • Gerdau (GGBR4)

    A Gerdau S.A. celebrou a inauguração de sua primeira loja conceito em Belo Horizonte, um movimento que reforça suas estratégias comerciais na Região Metropolitana, considerada o principal mercado da empresa em termos de volume de vendas e resultados financeiros no Brasil.

  • GPA (PCAR3)

    O GPA confirmou que está em negociação com outros acionistas da Financeira Itaú CBD S.A. Contudo, a companhia ressaltou que ainda não assinou nenhum instrumento vinculante, mesmo após a veiculação de notícias de que teria recebido uma proposta do Itaú avaliando sua participação em cerca de R$ 300 milhões.

  • Vale (VALE3)

    A Vale recebeu uma notícia significativa na manhã do dia 21 de novembro, quando a Moody’s reafirmou a classificação de crédito Baa2 da mineradora, mantendo uma perspectiva estável, evidenciando a força do seu perfil financeiro e a robusta posição de mercado em minério de ferro e níquel.

(Com informações da TCMover e Momento B3)

Fonte: br.-.com

Related posts

Estudantes se preparam para descobrir as notas do Enem; confira datas e formas de consulta.

Santander reavalia setor de educação e destaca Ser Educacional (SEER3) como a principal escolha; Confira o ranking completo.

O impacto da troca de CEO na empresa

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais