Índice Bovespa Finaliza a Sessão com Queda
O Índice Bovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão desta terça-feira, 7 de outubro, apresentando uma forte queda de 1,57%, alcançando 141.356 pontos. Esta taxa foi influenciada pelo clima negativo nas bolsas de valores globais, refletindo, ainda, a cautela dos investidores brasileiros devido a ruídos políticos e fiscais. O volume total negociado foi de R$ 17,8 bilhões, superior à média móvel dos últimos 50 pregões, que foi de R$ 14,8 bilhões, indicando um mercado mais nervoso. O contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT) também apresentou recuo, alinhando-se com a realização de lucros e a valorização do dólar, que pressionou setores mais sensíveis à economia doméstica.
Fatores que Impactaram o Mercado
A confiança dos investidores brasileiros foi afetada nesta terça-feira por uma combinação de tensões políticas, fiscais e externas. No contexto nacional, declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a possibilidade da tarifa zero para o transporte público levantaram novas preocupações em relação ao aumento dos gastos públicos, especialmente com a votação iminente da MP 1.303, que aborda questões sobre impostos e arrecadação.
No cenário internacional, os índices norte-americanos — Dow Jones (DOWI:DJI), Nasdaq (NASDAQI:COMPX) e S&P 500 (SPI:SP500) — enfrentaram queda, o que se deveu ao aumento dos rendimentos dos Treasuries e à expectativa em relação aos novos dados de emprego e inflação. A situação na China também influenciou o clima global, com os mercados permanecendo fechados durante a Golden Week e uma sensação de cautela causada pela desaceleração do setor industrial. O dólar futuro (BMF:DOLFUT) aumentou 0,70%, sendo cotado a R$ 5,381, enquanto o índice dólar DXY (CCOM:DXY) avançou 0,51%, refletindo o fortalecimento da moeda norte-americana em nível global.
Ações em Destaque
Durante o pregão, as ações da MRV Engenharia (BOV:MRVE3) sofreram uma queda significativa de 12,12%, após a divulgação de um relatório operacional insatisfatório referente ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), que apresentou queima de caixa e atrasos na obtenção de subsídios regionais. Outras ações que apresentaram perdas incluem a Raízen (BOV:RAIZ4), que recuou 7,22%, e a Vamos (BOV:VAMO3), com uma queda de 6,54%.
Por outro lado, na ponta positiva do mercado, destacou-se a Minerva (BOV:BEEF3), com uma alta de 1,21%, impulsionada pela demanda externa por proteínas. Seguiram-se a Petroreconcavo (BOV:RECV3), que subiu 0,89%, e a BB Seguridade (BOV:BBSE3), com um avanço de 0,78%. As ações mais negociadas do dia foram Vale (BOV:VALE3), Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) e BTG Pactual (BOV:BPAC11), todas apresentando desempenho negativo, refletindo tanto a realização de lucros quanto a aversão ao risco presente no mercado.
Mercado de Juros Futuros
O mercado de juros futuros (BMF:DI1FUT) encerrou o dia em alta em todos os vértices nesta terça-feira, 7 de outubro, com investidores reprecificando os riscos fiscais e inflacionários. As taxas dos contratos de juros curtos subiram aproximadamente 6 pontos-base, enquanto as médias subiram 9 pontos e os longos aumentaram até 13 pontos-base. O destaque foi o contrato de DI para janeiro de 2027, que fechou a 10,78% ao ano, com um volume expressivo de negociações, evidenciando as incertezas políticas e fiscais. Este movimento ocorreu em contrapartida aos yields dos Treasuries norte-americanos, que apresentaram leve recuo após a divulgação de dados mistos sobre a atividade econômica.
| Data | Variação | Pontuação | Volume Financeiro |
| 01/10/2025 | -0,49% | 145.517,35 | R$ 23,0 bilhões |
| 02/10/2025 | -1,08% | 143.949,64 | R$ 19,4 bilhões |
| 03/10/2025 | 0,17% | 144.200,65 | R$ 16,2 bilhões |
| 06/10/2025 | -0,41% | 143.608,08 | R$ 16,6 bilhões |
| 07/10/2025 | -1,57% | 141.356,43 | R$ 24,2 bilhões |
Destaques Corporativos
Americanas (AMER3)
A Americanas voltou ao centro das atenções do mercado nesta terça-feira, 7 de outubro, após a divulgação de um acordo de delação premiada firmado por Márcio Cruz Meirelles, ex-diretor estatutário da empresa, com o Ministério Público Federal (MPF). As informações, veiculadas pela Folha de S.Paulo, indicam que Meirelles descreveu a pressão interna por resultados e o início das manobras contábeis fraudulentas que resultaram em um rombo significante nos balanços da companhia.
Cemig (CMIG3/CMIG4)
A Fitch, agência de classificação de risco, reafirmou os ratings de Default do Emissor da Companhia Energética de Minas Gerais em ‘BB’, tanto em moeda local quanto em moeda estrangeira, mantendo a perspectiva estável. Esta decisão baseia-se na avaliação positiva da Fitch em relação à sólida base de ativos da empresa, seu desempenho consistente no setor elétrico brasileiro e sua capacidade de investimento.
GPA (PCAR3)
A Companhia Brasileira de Distribuição, responsável pela rede Pão de Açúcar, anunciou uma reconfiguração em seu conselho de administração, que agora não conta mais com a presença de Ronaldo Iabrudi. Iabrudi, que teve um papel de destaque na presidência do GPA entre 2014 e 2018, anunciou sua saída conforme a ata enviada ao mercado nesta segunda-feira, 7 de outubro.
Lavvi (LAVV3)
A Lavvi Empreendimentos Imobiliários S.A. comunicou que seu conselho de administração aprovou a terceira emissão de Notas Comerciais Escriturais, que serão divididas em até três séries e realizadas por meio de colocação privada, totalizando R$ 400 milhões. Estas notas atuarão como lastro para a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) pela Opea Securitizadora, que serão ofertados ao público com registro automático e garantia firme de colocação.
LWSA (LWSA3)
A LWSA anunciou nesta terça-feira, 7 de outubro, a venda de sua plataforma Wake Creators, especializada em marketing com influenciadores digitais, para o fundo de investimento UNLK pelo valor de R$ 45 milhões. A transação foi estruturada com um pagamento parcial imediato, com o saldo restante a ser quitado em parcelas até 2029, conforme as informações divulgadas pela empresa em fato relevante.
Motiva (MOTV3)
A Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. iniciou um importante passo em direção à venda de seus ativos aeroportuários, entrando na fase de propostas vinculativas de potenciais compradores, conforme anunciado nesta terça-feira, 7 de outubro.
MRV (MRVE3)
A MRV Engenharia Participações S.A. divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25) nesta terça-feira, 7 de outubro, com vendas somando R$ 2,445 bilhões, o que representa uma queda de 0,5% na comparação anual e um recuo de 8,9% em relação ao trimestre anterior. Os lançamentos totalizaram R$ 2,355 bilhões, apresentando uma retração de 9,4% em comparação ao 3T24 e de 31,7% em relação ao 2T25.
Petrobras (PETR3/PETR4)
A Petrobras anunciou a assinatura de cinco contratos de serviços que totalizam R$ 9,6 bilhões, marcando o início do Projeto Refino Boaventura. Este projeto visa integrar a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao Complexo de Energias Boaventura, localizado em Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro.
Prio (PRIO3)
A PRIO S.A. informou, após o fechamento do mercado nesta segunda-feira, 6 de outubro, que sua produção de petróleo no mês de setembro caiu em 22,4% em relação à média de agosto, totalizando 71,2 mil barris de óleo equivalente por dia. O decréscimo foi principalmente impactado pela interdição temporária do navio-plataforma FPSO Peregrino, além de uma falha no compressor do campo de Albacora Leste.
Taurus (TASA3/TASA4)
A Taurus Armas notificou ao mercado que prorrogou o prazo do Memorando de Entendimentos (MoU) relacionado à possível aquisição do controle da fabricante turca de produtos militares MERTSAV. O novo prazo se estenderá até 30 de novembro de 2025, com a possibilidade de renovação automática por mais dois meses, caso necessário.
Telefônica Brasil (VIVT3)
A Telefônica Brasil anunciou a finalização de uma reorganização societária que envolve sua participação na Vivae Educação Digital, em parceria com a Ânima Holding. Esta operação é um avanço significativo para a empresa em termos de diversificação de investimentos em inovação e educação digital.
(Com informações da TCMover e Momento B3)
Fonte: br.-.com