Ibovespa cai mais de 2% após IPCA acima do esperado, tensão no Irã e alta no preço do petróleo; dólar atinge R$ 5,24.

Queda do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) registrou uma perda significativa de 4,7 mil pontos em uma sessão marcada pela aversão a risco no mercado internacional. Essa situação foi impulsionada pela escalada da tensão no Oriente Médio e pela cotação do barril do petróleo Brent, que ultrapassou a marca de US$ 100.

Nesta última quinta-feira, dia 12, o principal índice da bolsa brasileira finalizou o dia com uma queda de 2,55%, fechando aos 179.284,49 pontos. Durante o mesmo período, o dólar à vista (USDBRL) teve um fechamento a R$ 5,2423, o que representa uma alta de 1,61%.

Os investidores mantiveram o foco em eventos internacionais, mesmo que, no Brasil, tenham reagido, embora de forma secundária, a dados econômicos nacionais. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma alta de 0,70% em fevereiro, após um aumento de 0,33% no mês anterior, conforme os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao longo dos últimos 12 meses até fevereiro, o IPCA acumulou uma alta de 3,81%, resultados que ficaram acima das expectativas do mercado.

Medidas Governamentais para Combustíveis

Um dos anúncios que chamou a atenção foi a divulgação de medidas governamentais voltadas para o controle dos preços dos combustíveis. O governo decidiu remover a cobrança de impostos PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, além de anunciar uma subvenção ao óleo diesel destinada a produtores e importadores. Esta subvenção será operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sendo condicionada à verificação do repasse dos benefícios para o consumidor.

Por outro lado, o Palácio do Planalto anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. Essas novas medidas proporcionam uma diminuição de R$ 0,64 no preço do litro de diesel nas refinarias. A soma do impacto da renúncia do PIS/Cofins e da subvenção é estimada em R$ 30 bilhões a menos nos cofres públicos, de acordo com os cálculos elaborados pelo Ministério da Fazenda.

Altas e Quedas do Ibovespa

No cenário do Ibovespa, apenas seis ações encerraram o pregão em alta: SLC Agrícola (SLCE3), MBRF (MBRF3), Braskem (BRKM5), Petrobras ON (PETR3), Petrobras PN (PETR4) e Caixa Seguridade (CXSE3).

Entre as ações que se destacaram, as da Petrobras (PETR4) seguiram a tendência de valorização do petróleo. Os investidores também avaliaram os possíveis impactos do pacote de medidas recentemente anunciado pelo governo. O fechamento da PETR3 foi de um avanço de 1,45%, cotado a R$ 49,65, enquanto a PETR4 terminou a sessão com um ganho de 0,45%, a R$ 45,00.

Conforme análises da Ativa Investimentos, o conjunto de medidas do governo pode criar um “colchão fiscal”, permitindo que a estatal se aproxime do preço de paridade de importação (PPI) sem repassar esse ajuste de forma notável ao consumidor. Segundo a avaliação, um eventual reajuste de R$ 0,30 por litro no diesel, valor abaixo dos R$ 0,64 liberados pelas novas medidas, poderia compensar amplamente o efeito da recriação do imposto sobre exportação de petróleo, outra das ações anunciadas.

A ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela Yduqs (YDUQ3), que apresentou uma queda de 15% em resposta ao balanço do quarto trimestre (4T25).

Desempenho Internacional

Os índices de Wall Street experimentaram um novo dia de perdas, impulsionados por temores de novos impactos inflacionários decorrentes do conflito no Irã e a alta dos preços do petróleo. Com a intensificação das tensões, o mercado começou a classificar dezembro como o mês mais previsto para o retorno do ciclo de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, a cargo do Federal Reserve (Fed, que é o banco central norte-americano).

Perto do fechamento das operações, a chance de ocorrido de um corte na última reunião de política monetária era de 55,2%, segundo a ferramenta do CME Group. Pela manhã, os traders avaliavam uma chance de 57,2% para um possível corte em setembro. Na véspera, a expectativa predominante para o início do afrouxamento monetário era para o mês de julho.

Os fechamentos dos índices apresentaram-se da seguinte forma:

  • Dow Jones: -1,56%, aos 46.677,85 pontos;
  • S&P 500: -1,52%, aos 6.672,62 pontos;
  • Nasdaq: -1,78%, aos 22.311,97 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram o dia em baixa, ainda sob pressão das incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com uma queda de 0,61%, fechando aos 598,86 pontos.

No mercado asiático, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,04%, finalizando a 55.425,96 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,70%, fechando a 25.716,76 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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