O Ibovespa e o início da semana
O Ibovespa (IBOV) começou o primeiro pregão da semana em alta, impulsionado pelo otimismo presente no cenário internacional, em função do avanço nas negociações para um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Além disso, o mercado está atento a uma nova pesquisa de cenário eleitoral realizada pelo BTG Pactual/Nexus.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o índice principal da bolsa brasileira apresentava uma alta de 0,32%, atingindo 176.770,98 pontos.
O dólar à vista, por sua vez, operava em queda em relação ao real, seguindo a tendência da moeda no mercado exterior. Na mesma hora, a moeda recuava para R$ 5,0048 (-0,47%). O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, registrava uma desvalorização de 0,30%, situando-se em 98.944 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (25)
1 – Pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus
A pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta manhã, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ligeiramente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um potencial segundo turno, considerando a margem de erro. Lula lidera com 47%, enquanto Flávio recebeu 43% das intenções de voto.
No primeiro levantamento realizado pelo instituto após a revelação do envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, do Banco Master, Flávio viu sua intenção de voto recuar 2 pontos percentuais em relação a abril, quando registrava 45%.
Por outro lado, o presidente Lula obteve um acréscimo de 1 ponto percentual em comparação aos 46% do mês anterior. Embora Lula esteja em uma posição favorável, ambos os candidatos seguem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.
Este levantamento é o primeiro desde que o site Intercept Brasil publicou conversas e áudios entre o senador e o proprietário do Banco Master, solicitando recursos para financiar o filme Dark Horse, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em relação à rejeição, Lula apresentou uma leve variação, passando de 49% para 48%, e agora está em 47%. Por sua vez, Flávio Bolsonaro aumentou sua rejeição de 48% nos dois primeiros levantamentos para 50% na atual pesquisa.
O potencial de voto de Lula permaneceu em 50%, enquanto o de Flávio Bolsonaro caiu para 46% nas medições mais recentes, destacando a evolução dos candidatos na preferência do eleitorado.
2 – Boletim Focus
Há 11 semanas consecutivas, os economistas consultados pelo Banco Central (BC) aumentaram suas projeções para a inflação, conforme relatado no Boletim Focus publicado na manhã desta segunda-feira (25).
Os especialistas ajustaram suas estimativas para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pela 11ª vez consecutiva. A previsão para o IPCA em 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, ultrapassando o teto da meta de inflação, que é de 4,5%. Para 2027, a expectativa teve um pequeno ajuste, passando de 4,00% para 4,01%. A taxa básica de juros, a Selic, se manteve estável em 13,25% para 2026.
A expectativa para o câmbio aponta uma leve valorização do real. A projeção para o dólar ao final de 2026 foi revisada, caindo de R$ 5,20 para R$ 5,17. Para os anos de 2027 e 2028, as previsões também foram ajustadas, passando para R$ 5,26 e R$ 5,30, respectivamente, enquanto para 2029, a estimativa permanece em R$ 5,40.
Além disso, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,85% para 1,89%. Para 2027, houve uma leve redução de 1,77% para 1,70% nas expectativas de crescimento do PIB.
3 – Dados macroeconômicos domésticos
Nesta semana, o mercado estará atento à divulgação de uma série de dados macroeconômicos, incluindo informações sobre o setor externo, o IPCA-15, o Governo Central, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), o setor público consolidado, o PIB e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
As atenções devem estar voltadas particularmente para a prévia da inflação de maio, medida pelo IPCA-15, além do dado referente à atividade do primeiro trimestre. Essas informações serão divulgadas pelo IBGE na quarta-feira e na sexta-feira, respectivamente, com horário marcado para 9h (horário de Brasília).
4 – Avanço nas negociações de paz EUA-Irã
Após a publicação do New York Times, que informou sobre um acordo no qual o Irã aceitaria entregar seu urânio enriquecido, tanto os representantes iranianos quanto os norte-americanos minimizaram as expectativas em relação a um avanço imediato nos esforços para encerrar o conflito no Oriente Médio, que já dura cerca de três meses.
Nesta segunda-feira, o principal diplomata dos Estados Unidos garantiu que Washington busca um acordo favorável ou, caso contrário, lidará com a nação de outra maneira. O Secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em entrevista a repórteres em Nova Déli que os Estados Unidos estão dispostos a investir esforços em diplomacia antes de explorar “alternativas”. Isso ocorre após a declaração de Trump, no domingo, alertando seus representantes para não se apressarem em qualquer acordo com o Irã.
Rubio mencionou que há uma proposta sólida em discussão, relacionada à desmilitarização do estreito de Ormuz e a possibilidade de se realizar uma negociação real e limitada em termos temporais a respeito da questão nuclear, expressando esperança sobre a concretização de tal acordo.
No que diz respeito aos contratos futuros do petróleo Brent, que são referência no mercado internacional, a cotação registrava uma queda de 5,08%, valendo US$ 95,12 por volta das 10h (horário de Brasília).
5 – Dados macro dos EUA
Na sexta-feira (29), o Departamento do Comércio dos Estados Unidos irá divulgar a segunda leitura do PIB do primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) de abril.
As expectativas de analistas consultados pela Fact Set indicam uma expansão de 2% no dado anualizado para o PIB e uma alta de 0,5% na margem, além de 3,9% na comparação anual para o PCE. Caso esses números se confirmem, notará uma desaceleração no índice de preços em comparação ao avanço de 0,7% na margem em março e 3,5% de aumento no dado anual.
Fonte: www.moneytimes.com.br