Ibovespa encerra pregão em alta
Na última sexta-feira, 21 de agosto, o Ibovespa (BOV:IBOV) teve um desempenho marcante, encerrando o pregão com alta de 1,84%, atingindo a marca de 171.014 pontos. Este movimento ocorreu em um dia em que o apetite ao risco nos mercados globais se mostrou revigorado, em conjunto com a expectativa em torno da nova pesquisa Datafolha, que foi divulgada no início da noite. Durante a semana, o índice acumulou uma valorização de 2,44%. O volume financeiro registrado foi de R$ 17,1 bilhões, embora o material também mencione uma média móvel de 50 pregões de R$ 22,5 bilhões, apresentando uma inconsistência que torna difícil afirmar se o volume foi, de fato, “acima da média”.
Acompanhamento do mercado futuro
No segmento futuro, o contrato de Ibovespa refletia o clima positivo, mas os dados disponíveis não fornecem a variação de fechamento necessária para uma comparação quantitativa precisa com o índice à vista. O dia evidenciou um mercado local que se mostrou bastante sensível ao ambiente político, questões internacionais e expectativas relacionadas às eleições presidenciais.
Foco no cenário político brasileiro
O cenário político do Brasil foi novamente o centro das atenções na sexta-feira, uma vez que os investidores aguardavam a divulgação da pesquisa Datafolha e analisavam informações de pesquisas privadas que indicavam um crescimento de Flávio Bolsonaro e uma leve diminuição da influência de Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo a vantagem do candidato petista em algumas sondagens. Além do mais, o mercado participou da conversa telefônica entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que abordou a retomada de negociações sobre a redução de tarifas para produtos brasileiros e a cooperação em relação ao crime organizado. De acordo com informações da CNN, Trump também questionou Lula sobre as eleições.
Desempenho das ações nos Estados Unidos
No cenário internacional, os índices das bolsas norte-americanas encerraram a sessão em alta. O Dow Jones (DOWI) avançou 0,98%, o S&P 500 (SPI) subiu 0,43% e o Nasdaq 100 (NASDAQI) teve um aumento de 0,33%. Além disso, os rendimentos dos Treasuries subiram, trazendo dúvidas sobre a efetividade das medidas adotadas recentemente pelo Tesouro dos Estados Unidos para controlar a elevação das taxas de juros de longo prazo. O índice PMI Composto S&P Global preliminar dos Estados Unidos subiu para 56,0 em agosto, o maior nível desde abril de 2022, impulsionado principalmente pela força no setor de serviços, embora o PMI industrial tenha apresentado uma queda. No mercado de commodities, o preço do petróleo WTI (CCOM) aumentou 0,22%, alcançando US$ 94,03 por barril, em meio a incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã, bem como as discussões acerca do Estreito de Ormuz. O minério de ferro futuro (CCOM) em Dalian também teve fechamento positivo, subindo 0,21% e sendo cotado a US$ 105,27 por tonelada, beneficiado pela redução dos estoques nos portos chineses.
Principais impulsionadores do Ibovespa
Entre os principais responsáveis pela valorização do Ibovespa na sessão de sexta-feira, Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), um banco com ampla atuação no varejo, atacado, crédito, investimentos e serviços financeiros, teve uma alta de 2,91%, sendo a maior contribuição individual para o crescimento do índice. A B3 (BOV:B3SA3), empresa que atua na infraestrutura do mercado financeiro brasileiro e fornece serviços relacionados à negociação, registro, compensação e liquidação de ativos, subiu 5,23%. A Vale (BOV:VALE3), uma das maiores produtoras globais de minério de ferro e uma importante fornecedora de metais básicos, registrou uma alta de 1,36%.
Desempenho das ações em alta
Entre as ações que mais se valorizaram, destacou-se a Vamos (BOV:VAMO3), que atua no setor de locação e gestão de caminhões, máquinas e equipamentos, com uma alta impressionante de 10,48%. A Cosan (BOV:CSAN3), um grupo com negócios diversificados nas áreas de energia, combustíveis, logística e açúcar e etanol, teve um aumento de 8,01%. Por sua vez, a Usiminas (BOV:USIM5), uma siderúrgica especializada na produção de aços planos para setores como automotivo, construção e indústria, avançou 7,91%. O material analisado não apresentou informações sobre as maiores quedas percentuais nem sobre as ações mais negociadas em termos de volume financeiro, o que impede o preenchimento desses dados sem recorrer a informações externas, em contrariedade à orientação de utilizar exclusivamente as informações disponíveis.
Movimentação no mercado de juros futuros
Os juros futuros tiveram uma sessão de forte compressão nas taxas, com os vértices da curva renovando mínimas intradiárias sucessivamente, encerrando o dia com quedas de até 17,5 pontos-base na ponta longa. Esse movimento ocorreu, mesmo com os rendimentos dos Treasuries norte-americanos em alta, sinalizando que o mercado local reagiu primordialmente às expectativas relacionadas ao cenário político interno e aos sinais de mudança na disputa eleitoral. A diminuição foi mais acentuada na cauda longa, mas o material analisado não fornece as variações numéricas dos vértices de curta e média duração, o que impossibilita uma comparação precisa entre os diferentes segmentos da curva.
Análise do câmbio e do mercado de DI
De forma similar, não foram divulgados os valores de fechamento nem os volumes dos contratos de DI futuro, dificultando a identificação de qual vencimento foi o mais negociado e qual apresentou a maior oscilação individual. No mercado cambial, o dólar futuro teve uma queda de 0,99%, sendo cotado a R$ 5,154. O índice DXY, por sua vez, perdeu 0,01%, ficando em 98,83 pontos, com o real brasileiro liderando os ganhos frente à moeda norte-americana em uma cesta de 23 divisas.
Fonte: br.advfn.com