Ibovespa e Cenário Atual
O Ibovespa (IBOV) encerra a semana mais curta com um desfecho negativo, com poucas novidades no cenário geopolítico.
O pregão desta sexta-feira (24) é marcado pela expectativa em torno de uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além das decisões dos Bancos Centrais programadas para a próxima semana.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira registrava uma queda de 0,20%, situando-se em 190.993,37 pontos. Ao longo da semana, o Ibovespa acumulou uma diminuição de 2%.
O dólar à vista operava em leve alta em relação ao real, divergindo do desempenho da moeda americana no exterior. No mesmo horário, a moeda subia para R$ 5,0086 (+0,06%). Por sua vez, o DXY, que compara o dólar a um conjunto de seis divisas fortes, apresentava uma queda de 0,13%, alcançando 98,639 pontos.
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Radar do Mercado
5 Assuntos Relevantes Para Investidores no Ibovespa Nesta Sexta-feira (24)
1 – Política para combustíveis
Na quinta-feira (23), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar. Este projeto visa transformar os ganhos extraordinários de arrecadação decorrentes do aumento do preço do petróleo em cortes de tributos sobre os combustíveis.
A partir da aprovação deste projeto pelo Legislativo, o governo terá a possibilidade de editar decretos que implementarão as reduções tributárias, beneficiando o diesel, a gasolina, o etanol e o biodiesel com cortes nos tributos PIS, Cofins e Cide.
Esses cortes terão validade inicial de pelo menos dois meses e estarão atrelados à duração do conflito no Irã, sendo reavaliados periodicamente.
Os detalhes foram apresentados pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo os ministros, o projeto estabelece que a arrecadação extraordinária será calculada com base nas receitas de royalties, dividendos, Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) incidentes sobre a cadeia de petróleo, além da venda de óleo da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA).
2 – Conta corrente em março
O Brasil registrou um déficit em transações correntes superior ao esperado em março, enquanto os investimentos diretos ficaram aquém das previsões, conforme divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.
No referido mês, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões, resultando em um déficit acumulado em 12 meses equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).
As expectativas em uma pesquisa da Reuters com especialistas indicavam um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões para março. No mesmo período do ano anterior, o déficit registrou US$ 2,930 bilhões.
3 – Confiança do consumidor no maior nível em 5 meses
A confiança do consumidor no Brasil registrou aumento em abril, atingindo seu nível mais elevado desde o final do ano anterior. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV), que foram divulgados hoje.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV subiu 1 ponto em abril, alcançando 89,1 pontos, o que representa o nível mais alto desde dezembro.
A melhoria na avaliação da situação financeira das famílias foi notada, especialmente entre os consumidores de menor renda, aqueles que recebem até R$ 2.100,00 mensais, conforme relatado pela economista do FGV IBRE, Anna Carolina Gouveia.
4 – Mercado de câmbio
O Banco Central efetuou dois leilões simultâneos no mercado de câmbio nesta manhã: um para a venda à vista de dólares e outro para a negociação de swap cambial reverso.
No leilão à vista, foram ofertados US$ 1 bilhão, porém o Banco Central não aceitou nenhuma proposta. Nesta venda, o Banco retira dólares das reservas internacionais e os vende aos dealers de câmbio.
Quanto à operação de swap cambial reverso, o Banco Central planejava negociar até 20.000 contratos, mas também não aceitou propostas. O efeito dessa operação é similar ao da compra de dólares no mercado futuro.
A data de início do contrato da operação de swap reverso estava prevista para 27 de abril, o primeiro dia útil após o leilão, enquanto a data de vencimento é em 4 de maio de 2026.
5 – Negociações no Oriente Médio
Em meio ao impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, Líbano e Israel chegaram a um novo acordo temporário.
Os dois países concordaram em estender seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, conforme declarado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã que confronta Israel, não participou das negociações. Em reação, o parlamentar do grupo, Ali Fayyad, afirmou que o acordo carece de sentido diante dos contínuos “atos hostis” praticados por Israel.
Fayyad ainda assegurou que seu grupo tem o direito de responder a ataques israelenses direcionados a alvos libaneses.
Os preços do petróleo permanecem negociados acima de US$ 100 por barril.
Na mesma manhã, por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência no mercado internacional, para junho apresentavam leve alta de 0,39%, cotados a US$ 105,47 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio registravam recuo de 0,25%, sendo negociados a US$ 95,64 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, no mesmo horário.
Fonte: www.moneytimes.com.br
