Cenário do Ibovespa Futuro
O Ibovespa futuro para dezembro, também conhecido como mini-índice (WZIN25), apresentou uma queda significativa nesta terça-feira, dia 16, com uma desvalorização de 3,20%, atingindo 157.655 pontos. Essa movimentação fez com que a análise técnica do BTG Pactual indicasse a perda de suporte do ativo, o que poderia levar a um movimento de correção. Apesar dessa oscilação, o banco avalia que a tendência a curto, médio e longo prazo ainda se mantém em alta.
Movimento do Dólar Futuro
Por outro lado, o dólar futuro para janeiro (DOLF26) registrou um incremento de 1,80%, alcançando R$ 5,529. Este aumento ultrapassou a faixa superior de lateralidade, fixada em R$ 5,450, indicando uma possível tendência de alta para esse ativo.
Impactos do Cenário Político
O cenário eleitoral teve um impacto notável nos índices do Ibovespa futuro e no dólar futuro, influenciado pela divulgação de uma nova série de pesquisas de opinião. De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a reação dos mercados ocorreu após a publicação desses dados, que reafirmaram a liderança do candidato do governo e mostraram a fragmentação da oposição quanto a um nome viável para o pleito de 2026.
Resultados da Pesquisa Genial/Quaest
A pesquisa realizada pela Genial/Quaest e divulgada na tarde da terça-feira revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), lidera com 41% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno. Ele é seguido por Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que obteve 23%, e Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que aparece com 10%.
Nos cenários de segundo turno, a pesquisa indicou que Lula teria 46% dos votos válidos contra 36% de Flávio Bolsonaro. Quando o adversário é Tarcísio, Lula registra 45%, enquanto o governador de São Paulo alcançaria 35%.
Essa pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 14 de dezembro e contou com a participação de 2.004 pessoas, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Análise do Cenário Externo
A movimentação dos mercados financeiros locais contrastou com a tendência observada no cenário externo. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, incluindo o euro e a libra esterlina, registrou uma queda de 0,16%, posicionando-se em 98.145 pontos.
Internacionalmente, o dólar mostrou-se menos robusto, influenciado por dados econômicos mistos nos Estados Unidos. No mês de novembro, foram geradas 64.000 novas vagas de emprego, de acordo com os dados ajustados sazonalmente, superando as expectativas do mercado, que estavam em 45.000, além de apresentar uma recuperação em relação à queda acentuada observada em outubro.
Entretanto, a taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu para 4,6%, valor que ficou acima do previsto, marcando o nível mais elevado desde setembro de 2021. Uma medida mais abrangente, que leva em consideração trabalhadores desalentados e aqueles que ocupam empregos de meio período, também aumentou para 8,7%, atingindo o seu pico desde agosto de 2021.
Fonte: www.moneytimes.com.br

