Ibovespa futuro em alta com foco na invasão dos EUA na Venezuela e aumento do preço do petróleo.

Ibovespa futuro em alta com foco na invasão dos EUA na Venezuela e aumento do preço do petróleo.

by Ricardo Almeida
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As incertezas em torno da crise geopolítica desencadeada pela invasão dos EUA na Venezuela deixam os mercados globais em alerta nesta manhã. No sábado (3), o país norte-americano atacou a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturou o ditador Nicolás Maduro e sua esposa. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.

Como reflexo deste evento, em Nova York, as ações da Chevron e de outras empresas ligadas ao petróleo, como ConocoPhillips e ExxonMobil, apresentam valorização. A Chevron é atualmente a única grande empresa petrolífera dos EUA com operações na Venezuela, que, sob a liderança de Maduro e de seu antecessor, Hugo Chávez, manteve uma relação conturbada com Washington ao longo dos anos.

No Brasil, mesmo com a valorização no mercado futuro, a volatilidade não pode ser descartada, diante do elevado grau de incerteza provocado pela crise geopolítica e pela divulgação de novas informações ao longo do dia. Apesar disso, para investidores como Lucas Sigu Souza, sócio-fundador da Ciano Investimentos, o que ocorreu entre os EUA e a Venezuela não deve gerar grandes preocupações. Segundo ele, “o mercado não se preocupa com a moralidade das coisas e sim com as consequências. O fato é que a Venezuela se tornou irrelevante nas últimas décadas, do ponto de vista do mercado internacional. E não há nenhuma consequência relevante para a economia mundial”, avalia.

Ibovespa futuro: os destaques do mercado de ações nesta segunda-feira (5)

Trump ataca a Venezuela e captura Maduro

Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social, afirmando: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.

Relatos não confirmados indicam que as aeronaves utilizadas seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas. Essas aeronaves teriam atuado durante operações que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.

Petróleo avança sob temor de oferta após operação dos EUA

Os contratos futuros de petróleo ganharam impulso, mudando sua trajetória para uma alta, enquanto investidores ponderam as consequências da deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após o ataque dos Estados Unidos ao país durante o fim de semana. Há expectativas de que o mercado da commodity possa ficar superabastecido em 2026, apesar da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a pausa no aumento da produção para o primeiro trimestre de 2026.

Peter McNally, da Third Bridge, enviou um e-mail destacando que “o consenso vê o mercado severamente superabastecido em 2026” e ainda menciona que os preços do petróleo venezuelano apresentam desconto em relação aos benchmarks globais, devido à sua baixa qualidade. Nesta manhã, o barril do petróleo WTI para o mês de fevereiro subiu 0,24%, cotado a US$ 57,46, enquanto o Brent para março avançou 0,12%, alcançando o valor de US$ 60,82.

Adicionalmente, entre as commodities em destaque hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange para maio de 2026 fechou em alta de 0,95%, cotado a 797 yuans por tonelada, o que equivale a aproximadamente US$ 113,94.

Focus reduz projeção de inflação pela 8ª semana seguida

O boletim Focus do Banco Central (BC) foi atualizado, nesta segunda-feira (5), trazendo novas previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a taxa Selic. A agenda da semana ainda inclui a divulgação do IPCA referente ao mês de dezembro na sexta-feira (9).

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 4,32% para 4,31%, marcando a oitava baixa consecutiva. Esse número se coloca 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Por outro lado, a projeção para o IPCA de 2026 aumentou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de seis reduções consecutivas.

No que diz respeito à Selic, a mediana do relatório Focus para o fim de 2026 manteve-se em 12,25%, valor que também era observado há um mês. Considerando as 39 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana apresentou uma leve queda, passando de 12,13% para 12,0%. Esses dados e outros pontos relevantes do dia permanecem no radar dos investidores e podem influenciar as negociações na bolsa de valores brasileira, impactando o índice Ibovespa futuro.

Fonte: einvestidor.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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