As bolsas de valores internacionais iniciam a semana em alta moderada, impulsionadas por dados econômicos positivos e aguardando declarações do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e do Banco Central Europeu (BCE). Os futuros da bolsa de Nova Iorque seguem a trajetória de recuperação que foi observada na última sexta-feira, com investidores atentos às negociações que buscam evitar uma paralisação nas atividades governamentais dos EUA, além da divulgação do relatório de emprego, conhecido como payroll, que será revelado na próxima sexta-feira (3).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir hoje com os principais líderes democratas e republicanos no Congresso para discutir um possível acordo que permita o financiamento das agências federais a partir de 1º de outubro.
No Brasil, a valorização das ações no exterior pode ajudar a mitigar a pressão de baixa que o Índice Bovespa enfrenta nesta segunda-feira, em decorrência das quedas superiores a 1,20% dos preços do petróleo e do minério de ferro (1,57%) na China.
Em relação ao câmbio, o dólar apresenta queda em relação a outras moedas de economias desenvolvidas. Em sua cotação frente ao real, a moeda americana oscila ligeiramente, apresentando uma desvalorização de 0,03%, com o valor de R$ 5,3398, após ter iniciado o dia em alta nesta segunda-feira.
Ibovespa futuro: o que acompanhar nesta segunda-feira (29)
Boletim Focus reduz previsões para a inflação brasileira em 2025
O boletim Focus do Banco Central (BC) trouxe atualizações nesta segunda-feira (29) sobre as previsões dos principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a taxa Selic. As informações são detalhadas no relatório do BC.
A mediana das projeções para a inflação brasileira registrou uma nova redução nas expectativas para o IPCA em 2025, passando de 4,83% para 4,81%. Essa taxa permanece 0,31 ponto porcentual acima do teto da meta, que é de 4,50%.
Quanto à Selic, a mediana das previsões para o fim de 2025 se mantém em 15,0%, dada pela 14ª semana consecutiva. Essa estabilidade ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter os juros nesse nível em sua última reunião, realizada no dia 17 de setembro.
Expectativa de resiliência no Caged de agosto
O Caged referente ao mês de agosto deverá indicar uma criação líquida ainda mais robusta de novas vagas formais de trabalho em todo o País em comparação ao mês anterior. Economistas consultados pelo Projeções Broadcast acreditam que isso reforça a avaliação de que o mercado de trabalho se encontra apertado.
As estimativas do mercado apontam para a criação líquida de aproximadamente 182 mil novas vagas com carteira assinada no Caged de agosto, apresentando um ritmo mais acelerado em relação ao mês anterior, julho, que registrou um saldo positivo de 129.775 novas vagas. As expectativas para essa leitura variam entre 110.000 e 215.151 vagas.
O economista Yihao Lin, da Genial Investimentos, projeta uma criação líquida de 187,6 mil novos postos de trabalho formais em agosto. Após ajustes sazonais, Lin calcula uma leve redução nas novas vagas de 113 mil em julho para 110 mil em agosto.
“O mercado de trabalho está meio de lado, corroborando a expectativa de arrefecimento gradual. Já vemos uma desaceleração na margem, mas o saldo acumulado em 12 meses está em 1,5 milhão de novos postos formais. É um número mais fraco do que o observado em 2024, mas apresenta desempenho melhor do que em 2023”, observou o economista.
Essas informações, entre outras que serão divulgadas ao longo do dia, estarão no radar de investidores e podem exercer influência nas negociações da bolsa de valores brasileira, afetando o desempenho do Ibovespa futuro.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br

