A valorização no mercado futuro ocorre, mesmo diante de um cenário externo morno, em meio às expectativas relacionadas ao Federal Reserve (Fed) e ao Comitê de Política Monetária (Copom). O avanço das commodities contribui para ampliar os ganhos, com o minério de ferro registrando uma alta de 1,85% e o petróleo apresentando um aumento próximo de 0,30%.
Na Bolsa de Valores de Nova York, os futuros das ações e os juros dos Treasuries (títulos da dívida dos Estados Unidos) mostram um desempenho limitado. Ao mesmo tempo, o dólar hoje recua em relação a outras moedas fortes, aguardando a coletiva de imprensa de Powell e a atualização das projeções econômicas, em meio a uma diminuição nas expectativas de novos cortes em 2026. No mercado cambial local, a moeda americana recua 0,29%, cotada a R$ 5,42 na venda.
Ibovespa futuro: destaques do mercado de ações nesta Super Quarta (10)
Expectativas para as decisões de juros no Brasil e nos EUA
A última Super Quarta de 2025 ocorre nesta quarta-feira (10), quando as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve serão anunciadas no mesmo dia. Neste momento, os comunicados se tornam ainda mais relevantes do que as decisões em si, uma vez que pautarão as expectativas sobre a trajetória dos juros em 2026.
As decisões não devem apresentar surpresas: por volta das 15h, o Fed provavelmente anunciará um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros dos EUA. Já o Banco Central brasileiro, após às 18h30, deve optar por manter a Selic em 15% ao ano – para mais informações sobre as expectativas de mercado em relação a essas decisões, confira os detalhes sobre as decisões de juros desta quarta-feira.
Os analistas acreditam que o Copom deve suavizar o tom do comunicado, sinalizando uma possível flexibilização futura, removendo a expressão de que “não hesitará em retomar o ciclo de ajuste” e reformulando a qualificação do estágio do “período bastante prolongado”.
A principal indicação seria manter a estratégia “adequada”, mas adotar uma orientação mais sensível aos dados disponíveis e flexível, o que abriria espaço para cortes no início de 2026, sem assumir um compromisso explícito a esse respeito.
IPCA apresenta alta em novembro, alinhado às estimativas
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de novembro mostrou uma variação de 0,18%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em outubro, conforme informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o IPCA apresenta uma alta de 3,92%. Esta variação ficou dentro da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, que variavam entre 0,16% e 0,26%.
Após uma queda de 0,30% em outubro, o grupo Habitação apresentou uma variação de 0,52% em novembro, sendo influenciado novamente pela energia elétrica residencial, que teve um aumento de 1,27%, impactando em 0,05 p.p. O fato da bandeira tarifária vermelha, patamar 1, permanecer vigente, assim como no mês anterior, acrescentou R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Esses dados e outros indicadores devem ser monitorados pelos investidores e podem afetar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br

