As bolsas de valores internacionais apresentam movimentos divergentes nesta manhã. Enquanto os mercados de ações em Nova York registram alta, as bolsas na Europa operam sem uma direção clara. Por outro lado, as bolsas asiáticas apresentam um crescimento, beneficiadas pela recente viagem de Trump à Ásia.
O clima otimista é em parte em função do encontro agendado para amanhã entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, que ocorrerá em Busan, na Coreia do Sul. Trump declarou que possui uma “relação muito boa” com Xi, manifestando a expectativa de que “muitos problemas sejam resolvidos”. Ele insinuou que pode considerar a redução das tarifas sobre produtos relacionados ao fentanil, em troca do compromisso da China em limitar as exportações do opioide.
Expectativas do Mercado
No cenário externo, permanece a expectativa de um segundo corte consecutivo de 25 pontos-base nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), assim como a possibilidade de novos indícios sobre as próximas reuniões do banco, com destaque para os comentários do presidente Jerome Powell.
No Brasil, a indefinição do cenário externo pode limitar uma reação mais expressiva no mercado de ações brasileiro, apesar do aumento de quase 2% no valor do minério de ferro na China e de 0,40% no preço do petróleo.
Mercado de Câmbio
No câmbio, o dólar opera em alta frente a outras moedas de economias desenvolvidas, embora permaneça próximo da estabilidade em relação ao real. Após a abertura do mercado, a cotação da moeda americana mostrava uma leve queda de 0,01%, negociada a R$ 5,35 na venda.
Ibovespa Futuro: Principais Assuntos do Dia
Definição de Juros pelo Federal Reserve
No período da tarde, espera-se que o Fed corte os juros básicos dos EUA pela segunda vez consecutiva, devido a sinais persistentes de fraqueza no mercado de trabalho americano. A atenção do mercado se voltará aos comentários de Jerome Powell, presidente do Fed, que pode confirmar as expectativas sobre uma terceira redução das taxas em dezembro.
A principal expectativa – com uma probabilidade de quase 98% estimada – é que o Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) reduza as taxas de juros dos EUA em mais 25 pontos-base durante a reunião que se inicia hoje e termina amanhã, conforme levantamento da plataforma americana CME Group. Se essa previsão se concretizar, será a segunda queda consecutiva, levando a taxa básica a um intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano.
Resultados Financeiros do Santander
O Banco Santander Brasil (SANB11) reportou um lucro líquido gerencial, que desconsidera a amortização relacionada a aquisições, de R$ 4,009 bilhões no terceiro trimestre do ano atual. Esse resultado representa um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024. Comparado ao segundo trimestre desse ano, a alta foi de 9,6%. Detalhes adicionais podem ser conferidos no balanço completo publicado pelo banco.
O retorno sobre o patrimônio líquido do Santander avançou 0,5 ponto percentual em um ano, alcançando o patamar de 17,5%. Os ativos totais do banco somaram R$ 1,253 trilhões, apresentando uma queda de 2,4% em comparação ao ano passado, mas com um crescimento de 2,4% no trimestre. O patrimônio líquido teve um acréscimo de 6,1% no ano e de 1,9% no trimestre, resultando em R$ 94,171 bilhões.
Proposta de Revogação de Tarifas de Trump
No cenário político, permanece na pauta o desdobramento da proposta no Senado americano que visa a revogação das tarifas impostas por Trump ao Brasil.
Essa proposta é liderada pelo senador democrata Tim Kaine e conta com o suporte de cinco senadores republicanos. Ainda assim, deverá enfrentar desafios para passar na Câmara dos Representantes, onde a aprovação pode levar até março de 2026. Paralelamente, Gabriel Escobar, encarregado de Negócios dos EUA no Brasil, afirmou que os canais de comunicação com a Casa Branca se mantêm abertos e sugeriu a realização de novos encontros em 2026, reforçando a fase positiva das relações bilaterais entre os dois países.
Tais informações e outras atualizações do dia estarão sob a atenção dos investidores, pois podem influenciar as negociações no mercado acionário brasileiro, em especial o índice Ibovespa futuro.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br