Ibovespa (IBOV) apresenta leve recuo devido ao cenário internacional e ao progresso da isenção do IR no Congresso; 5 informações importantes para considerar antes de investir hoje.

Ibovespa tenta recuperação com novos desdobramentos econômicos

Nesta quinta-feira, 2 de outubro, o Ibovespa (IBOV) busca recuperar seu desempenho positivo, impulsionado pela aprovação de uma proposta que isenta do Imposto de Renda aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais, além de alcançar a taxação dos chamados ‘super-ricos’. Contudo, a paralisação do governo dos Estados Unidos e a queda continua dos preços do petróleo exercem pressão sobre o índice.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma queda de 0,14%, marcando 145.315,92 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, estava em leve recuou em relação ao real, alinhando-se com tendências externas. Nesse horário, a moeda norte-americana registrava uma queda para R$ 5,3267 (-0,04%).

Assuntos relevantes para investidores no Ibovespa nesta quinta-feira (2)

1- Aprovação da isenção do Imposto de Renda

Na noite anterior, 1º de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para indivíduos que ganham até R$ 5 mil mensais. Além disso, concede um desconto para aqueles que têm rendimentos de até R$ 7.350 mensais.

Os deputados mantiveram no texto das isenções uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de contrapartidas propostas pelo Executivo para compensar a renúncia fiscal, que está estimada em R$ 25,8 bilhões até 2026. Como forma de compensação, o texto estabelece a taxação em até 10% sobre rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais.

A proposta agora segue para o Senado Federal. A aprovação pelo Congresso deve ocorrer até o final deste ano para que a isenção comece a valer no ano seguinte, coincidindo com o período eleitoral, quando Lula buscará a reeleição.

Após a aprovação, o presidente expressou sua satisfação. “Essa é uma vitória compartilhada pelo Governo do Brasil, pelas deputadas e deputados e pelos movimentos sociais”, escreveu Lula em sua conta na rede social X. Ele também agradeceu aos líderes envolvidos no processo de aprovação do projeto, afirmando que acredita que a proposta receberá amplo apoio no Senado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também reagiu positivamente à aprovação. “Acredito que foi um golaço”, disse o ministro em entrevista a jornalistas em Brasília, acrescentando que não espera dificuldades no Senado.

2- Adiamento na votação da proposta de taxação sobre aplicações financeiras

A votação da Medida Provisória (MP) que eleva a taxação sobre aplicações financeiras e bets foi novamente adiada na comissão mista do Congresso. A expectativa é que a votação ocorra apenas na próxima terça-feira, 7 de outubro, um dia antes do prazo final para aprovação nas duas Casas do Legislativo.

Editada pelo presidente Lula no dia 11 de junho, a MP deve ser submetida à votação pela comissão mista e pelas duas Casas do Congresso até a próxima quarta-feira, 8 de outubro, ou perderá validade.

A MP propõe aumentar a taxação sobre apostas esportivas online (bets), institui a tributação sobre ganhos provenientes de títulos que atualmente são isentos e altera a tributação de outras aplicações financeiras, além de incluir algumas medidas de contenção de despesas. Estas mudanças visam compensar a perda de arrecadação após a decisão do governo de reduzir parte do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

3- Paralisação do governo nos Estados Unidos

No dia 1º de outubro, o governo dos Estados Unidos (EUA) entrou oficialmente em shutdown, uma paralisação administrativa, em razão da falta de um acordo entre democratas e republicanos sobre as contas públicas na maior economia global.

Uma das primeiras ações implementadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, foi o congelamento de US$ 26 bilhões destinados a Estados sob administração democrata, seguindo a sua promessa de utilizar a paralisação para bloquear prioridades desse grupo. Entre os programas afetados estão US$ 18 bilhões para projetos de trânsito em Nova York e outros US$ 8 bilhões para iniciativas de energia sustentável em 16 Estados administrados por democratas, como Califórnia e Illinois.

O vice-presidente JD Vance alertou que há a possibilidade de aumento nas demissões de funcionários federais caso a paralisação se estenda por um período mais longo. Esta é a 15ª paralisação do governo desde 1981 e resultou na suspensão de atividades como pesquisas científicas, supervisão financeira e medidas de limpeza ambiental, entre outras. Além disso, a publicação de dados econômicos, incluindo o relatório de emprego de setembro (o payroll), foi postergada.

4- Processo para novo presidente do Federal Reserve

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, informou que a primeira fase de entrevistas para selecionar o novo presidente do Federal Reserve (Fed) será concluída na semana que vem. Bessent pretende apresentar de três a cinco candidatos aptos ao presidente Donald Trump.

Segundo Bessent, já foi alcançada a metade do processo de entrevistas com possíveis candidatos, em declarações prestadas à CNBC na manhã de 2 de outubro. O atual presidente do Fed, Jerome Powell, tem seu mandato previsto para encerrar em maio de 2026. A expectativa é de que o novo presidente do Banco Central seja anunciado entre o final deste ano e o início de 2026.

5- Cumprimento do acordo comercial entre EUA e UE

Ainda nesta quinta-feira, 2 de outubro, o comissário de comércio da União Europeia (UE) declarou que os Estados Unidos estão cumprindo o acordo comercial firmado entre as duas partes, que inclui a proteção de madeira, semicondutores e produtos farmacêuticos da UE contra tarifas elevadas. “Até o momento, todas as disposições acordadas em nossa declaração conjunta estão sendo respeitadas, e, é claro, haverá discussões sobre muitos outros setores futuramente”, afirmou o comissário Maros Sefcovic, em uma conferência em Dublin, mencionando a possibilidade de futuras negociações relacionadas a aço, vinhos, bebidas alcoólicas e cervejas.

“Creio que precisamos estar preparados para manter um gerenciamento constante do relacionamento comercial”, concluiu Sefcovic.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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