Ibovespa (IBOV) avança após reveses do governo no Congresso e dados do IPCA; 5 informações essenciais antes de investir hoje (9).

Ibovespa inicia sessão em alta após notícias econômicas

O Ibovespa (IBOV) abriu a sessão com um desempenho positivo, com os investidores reagindo à derrubada da Medida Provisória da Taxação, que era uma alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que ficou abaixo das expectativas.

Outros tópicos que chamam a atenção do mercado nesta quinta-feira (9) incluem a situação de cessar-fogo em Gaza, o shutdown nos Estados Unidos e declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o índice principal da bolsa brasileira registrava uma alta de 0,23%, alcançando 142.466,20 pontos.

O dólar à vista apresentava movimentos próximos à estabilidade em relação ao real, acompanhando a tendência externa. No mesmo momento, a moeda norte-americana oscilava em R$ 5,3465, com uma alta de 0,05%.

Aspectos relevantes para o investimento no Ibovespa nesta quinta-feira (9)

1. IPCA abaixo do esperado

Os dados de inflação no Brasil mostraram um leve aumento em setembro, impulsionado especialmente pelo aumento nos preços da energia elétrica, mesmo com a queda nos preços de alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,48% em setembro, após registrar deflação de 0,11% em agosto. Esse é o resultado mais elevado desde março, quando houve uma alta de 0,56%.

A alta acumulada nos últimos 12 meses passou de 5,13% em agosto para 5,17%, distanciando-se do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3% com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Embora tenha havido um aumento, os números divulgados não atenderam às expectativas do mercado. Economistas consultados pela Reuters previam uma alta de 0,52% para o mês e de 5,22% no acumulado de 12 meses.

2. Derrubada da MP da Taxação

Na noite de quarta-feira (8), o governo enfrentou uma derrota na Câmara dos Deputados, onde foi aprovada a retirada da Medida Provisória 1.303 da pauta, que tratava da taxação de aplicações financeiras. Com essa decisão, a proposta foi invalidada.

Essa medida havia sido proposta como uma forma de compensar a perda de arrecadação após o governo decidir recuar em relação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A previsão era de um aumento de pouco mais de R$ 17 bilhões na arrecadação federal prevista para 2026.

O requerimento que resultou na derrubada da MP foi apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP) e obteve 251 votos favoráveis e 193 contrários, recebendo expressivo apoio de partidos do centrão, como PP, União Brasil e PSD.

Na prática, a Medida Provisória foi rejeitada sem ser analisada a fundo. Ela perderia validade caso não fosse aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado até a quarta-feira (8).

Após a votação, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais para criticar a decisão: “Hoje ficou claro que a pequena parcela muito rica do país não admite que seus privilégios sejam tocados. Não querem pagar impostos como a maioria dos cidadãos”, afirmou a ministra, acrescentando que aqueles que votaram pela derrubada da MP agiram contra o país e a população.

3. Novas alternativas ao IOF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que irá apresentar diversas alternativas de medidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a derrota do governo na Câmara dos Deputados. Em declaração a jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda em Brasília, Haddad ressaltou que a redução dos gastos tributários é uma determinação constitucional.

Ele também mencionou que uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu um decreto de Lula referente ao IOF, proporciona “conforto” ao Executivo para a elaboração de estratégias até o final do ano.

Na mesma linha, Lula indicou que discutirá, na próxima semana, como o sistema financeiro poderá pagar os tributos devidos como alternativa à Medida Provisória que foi derrubada, em entrevista concedida à rádio Piatã, da Bahia, na manhã de quinta-feira (9).

4. Lula mantém liderança em pesquisas

O presidente Lula permanece na liderança em cenários de possíveis eleições presidenciais, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (9). O levantamento indicou que suas intenções de voto variam de 35% a 43% nos cenários analisados, permanecendo em primeiro lugar em todos eles.

Na rodada anterior realizada em setembro, Lula também liderava, apresentando percentuais de 32% a 43%, variando conforme o adversário considerado.

A pesquisa revelou que a diferença de votos do petista sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aumentou em um possível segundo turno. No último levantamento, essa diferença passou de 8 para 12 pontos percentuais, com Lula alcançando 45% (eram 43% no mês anterior), enquanto Tarcísio registrou 33% contra 35% anteriormente.

Definindo um quadro de competição mais acirrado, o possível candidato com a menor diferença no segundo turno seria Ciro Gomes (PDT), que aparece com 32% e fica atrás de Lula por 9 pontos percentuais.

A coleta de dados da pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro, tendo abrangido 2.004 entrevistas.

5. Acordo em Gaza

Na noite de quarta-feira (8), o grupo extremista Hamas anunciou um acordo para pôr fim à guerra em Gaza, após negociações que envolvem a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo inclui a retirada das tropas israelenses do enclave e a troca de reféns e prisioneiros.

O Hamas enfatizou a necessidade de Trump e dos Estados garantidores para que Israel implemente integralmente o cessar-fogo, conforme comunicado emitido pelo grupo.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teve uma conversa com Trump, onde ambos celebraram a “conquista histórica” da assinatura do acordo de cessar-fogo em Gaza. Os líderes reafirmaram a importância da colaboração contínua, e Netanyahu convidou Trump para fazer um discurso no Knesset.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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