Ibovespa Apresenta Leve Alta na Abertura do Pregão
O Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão desta quarta-feira (25) com uma leve alta, influenciado pela disputa eleitoral presidencial para 2026, conforme indicado pelas pesquisas da Atlas/Bloomberg, além do otimismo registrado em Wall Street. Os investidores permanecem atentos aos balanços financeiros, tanto em nível nacional quanto internacional.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o índice da bolsa brasileira apresentava uma valorização de 0,03%, situando-se em 191.554,73 pontos.
Dólar Opera em Queda Frente ao Real
O dólar à vista apresenta queda em relação ao real, enquanto seu desempenho no exterior está em alta em comparação com a maioria das outras moedas. No mesmo horário, a moeda norte-americana recuava para R$ 5,1292 (-0,51%).
Radar do Mercado
5 Assuntos Relevantes para Investidores no Ibovespa Hoje
1 – Pesquisa Eleitoral da Atlas/Bloomberg
A pesquisa mensal da Atlas/Bloomberg sobre a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira, revela uma diminuição na diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alcançando o menor intervalo desde que o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro começou a ser considerado pelo instituto, em novembro de 2025.
Nos quatro cenários de primeiro turno que incluem Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente alcançaria entre 45% e 47,1% dos votos, enquanto o senador teria entre 33% e 40%. A diferença, que ultrapassou 24 pontos percentuais em novembro do ano passado, caiu para até 6,2 pontos percentuais após o ex-presidente anunciar seu filho como o candidato escolhido. No levantamento anterior, realizado em janeiro, a diferença era de mais de 13 pontos percentuais.
Para um potencial segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente obteria 46,2%, enquanto o senador ficaria com 46,3%, representando, pela primeira vez, uma diferença porcentual favorável ao candidato indicado por Jair Bolsonaro. Neste cenário, 7,5% dos eleitores ainda estão indecisos.
2 – Superávit do Governo Central
Segundo informações do Tesouro Nacional divulgadas nesta quarta-feira, o governo central registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro. Esse resultado, embora positivo, ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado e apresentou uma queda real de 2,2% em comparação ao mesmo mês de 2025.
O desempenho no mês anterior resultou de receitas líquidas — que excluem as transferências para os governos regionais — totalizando R$ 272,785 bilhões, o que representa um aumento real de 1,2% em relação ao período do ano anterior. Em contrapartida, as despesas totais alcançaram R$ 185,885 bilhões, com um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior.
Economistas consultados pela Reuters projetavam que o resultado para o mês ficaria em um superávit de R$ 88,8 bilhões.
3 – Aprovação do Projeto de Lei Antifação
Na noite de terça-feira (24), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei antifação, que agora será enviado à análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão cabe a ele sanar ou vetar o projeto, que é de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
De acordo com informações da Agência Câmara de Notícias, o texto elaborado por Derrite rejeitou a maioria das alterações propostas pelo Senado ao projeto que já havia sido aprovado na Câmara. O projeto especifica diversas condutas associadas a organizações criminosas e milícias privadas, estabelecendo penas de prisão que variam de 20 a 40 anos. Ademais, o texto proíbe que condenados por essas infrações sejam beneficiados por anistia, graça ou indulto, bem como fiança ou liberdade condicional. Também determina que os dependentes de indivíduos cumprindo penas por esses crimes não podem receber auxílio-reclusão.
Contudo, foram retiradas do projeto as propostas de taxa sobre apostas destinadas à formação de um fundo para combate ao crime organizado e as alterações nas atribuições da Polícia Federal em termos de cooperação internacional.
4 – Guerra Comercial entre China e EUA
Em uma declaração feita nesta quarta-feira, a China anunciou que já cumpre as obrigações estabelecidas no estatuto de práticas comerciais desleais da Seção 301 dos Estados Unidos. Isso ocorre em um momento em que o representante comercial americano assinala a continuidade das investigações, que poderiam resultar em novas tributações.
Pequim afirmou que firmou um acordo com os EUA relacionado a esse estatuto em 2020, segundo informações divulgadas por um porta-voz do Ministério do Comércio da China.
De acordo com o porta-voz, as autoridades chinesas esperam que os EUA não “transferirem a responsabilidade” ou “provocarem problemas”, mas que, ao invés disso, verifiquem a implementação do acordo.
5 – Balanço da Nvidia
Apesar do pronunciamento do presidente Donald Trump ao Congresso, defendendo uma ampliação das tarifas globais e novos esforços de pressão ao Judiciário, os investidores estão voltados para o balanço da Nvidia, que será divulgado após o fechamento do mercado, correspondente ao quarto trimestre de 2025 (4T25).
Esse balanço é considerado um importante indicador do ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA). Os resultados serão apresentados em um contexto em que o mercado está reavaliando os valores de mercado das empresas de tecnologia, em busca de evidências que indiquem se os pesados investimentos em infraestrutura de IA se mantêm sustentáveis.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br

