Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, com atenção voltada para a inflação nos EUA: 5 pontos essenciais para investidores hoje (20)

Ibovespa em Queda Nesta Sexta-Feira

O Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão desta sexta-feira (20) apresentando uma diminuição, com atenção voltada para dados dos Estados Unidos que impactam o mercado financeiro.

Os investidores estão focados nos dados do PCE, PIB e PMIs, que podem influenciar as expectativas sobre a política monetária americana. Além disso, o feriado do Ano Novo Chinês resulta no fechamento de parte do mercado asiático.

No Brasil, o mercado está processando os dados sobre desemprego, que foram coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal indicador da bolsa brasileira apresentava uma queda de 0,70%, alcançando a marca de 187.216,97 pontos.

5 Assuntos para Acompanhar ao Investir no Ibovespa Nesta Sexta-feira (20)

1 – Inflação e Juros nos EUA

Nesta manhã, será realizada a divulgação dos dados do Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE), que é a principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve, juntamente com a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao quarto trimestre.

O consenso do mercado estima um aumento de 2,8% no PCE em uma comparação anual. Em relação ao núcleo do índice, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, espera-se um avanço de 3% no mesmo período, mantendo-se acima da meta de 2% estipulada pela autoridade monetária.

Esses dados são divulgados em um contexto sensível para os mercados, que buscam calibrar tanto o momento quanto a intensidade do ciclo de cortes de juros. Embora a inflação apresente uma desaceleração em relação aos picos recentes, a convergência para a meta de 2% tem se mostrado gradual, o que reforça a postura cautelosa adotada pelo banco central dos Estados Unidos.

2 – Taxa de Desemprego no Brasil

No Brasil, a taxa de desemprego continuou sua trajetória de queda no quarto trimestre de 2025, apresentando uma taxa de desocupação de 5,1%, em comparação a 5,6% no trimestre anterior.

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice apresentou uma diminuição de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, quando a taxa atingiu 6,2%.

O número de indivíduos que estavam em busca de emprego há dois anos ou mais caiu para 1,1 milhão, representando uma retração de 19,6% em comparação ao mesmo período de 2024. Além disso, o número de pessoas à procura de trabalho há menos de um mês também somou 1,1 milhão, uma queda de 23,1% em relação ao ano anterior.

No período analisado, 74,4% dos trabalhadores do setor privado estavam empregados com carteira assinada. O rendimento médio real de todos os postos de trabalho alcançou R$ 3.613, um aumento em relação aos R$ 3.527 registrados no trimestre anterior e aos R$ 3.440 do quarto trimestre de 2024.

3 – Banco do Brasil (BBAS3) e Juros sobre Capital Próprio

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou que irá desembolsar um total de R$ 400,3 milhões em juros sobre o capital próprio antecipado, conforme um documento que foi enviado ao mercado nesta quinta-feira (19).

De acordo com o relatório, o valor por ação será de R$ 0,07, com pagamento programado para o dia 11 de março de 2026.

Aqueles que desejam usufruir dessa quantia devem adquirir as ações até o dia 2 de março. Após essa data, as ações serão negociadas ex-JCPs.

4 – Relações EUA e Irã

A combinação de ultimatos públicos, operações militares aceleradas e negociações nucleares estagnadas elevaram o nível de tensão no Oriente Médio.

Embora os Estados Unidos não tenham anunciado uma ação militar direta, os sinais provenientes da Casa Branca e do Pentágono sugerem que os Estados Unidos estão criando condições políticas e estratégicas que permitiriam uma resposta rápida contra o Irã, caso considerem que as vias diplomáticas falharam.

5 – Azul (AZUL53) e Emissão de Bônus de Subscrição

O conselho de administração da Azul (AZUL53) aprovou a emissão de bônus de subscrição que serão oferecidos para a American e United Airlines, bem como para credores quirografários da companhia. Esta ação representa um avanço no plano visando a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

Segundo um fato relevante enviado ao mercado na noite da última quinta-feira (19), se os bônus forem exercidos, a American Airlines terá direito de subscrever até 4.862.260.835.197 ações ordinárias da emissão da companhia.

Quanto aos bônus de subscrição destinados aos credores quirografários da Azul, se exercidos, oferecerão o direito de subscrever até 1.231.164.424.677 ações ordinárias da companhia aérea brasileira.

Ainda existem bônus de subscrição que serão vendidos para a United Airlines e para determinados credores da empresa, que, se exercidos, concederão o direito de subscrever até 1.215.565.208.799 ações ordinárias.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: www.moneytimes.com.br

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