Ibovespa (IBOV) recua para 141 mil pontos com crescentes tensões entre EUA e China; 5 pontos importantes para considerar antes de investir hoje (15).

Ibovespa (IBOV) recua para 141 mil pontos com crescentes tensões entre EUA e China; 5 pontos importantes para considerar antes de investir hoje (15).

by Ricardo Almeida
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Pressões no Ibovespa nesta Quarta-Feira

O cenário externo continua a impactar o Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira, dia 15. Além das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o índice apresenta queda devido ao desempenho negativo observado nas commodities metálicas.

Status do Ibovespa

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira registrava uma queda de 0,27%, alcançando os 141.304,01 pontos.

Valor do Dólar

Enquanto isso, o dólar à vista opera em queda em relação ao real, seguindo tendências do mercado internacional. No mesmo horário, a moeda norte-americana registrava uma desvalorização de 0,27%, cotada a R$ 5,4553.

Aguardando Medidas do Governo

No contexto nacional, os investidores permanecem atentos ao anúncio de novas medidas que visam compensar a derrubada da medida provisória (MP) que tratava de alterações na taxação de aplicações financeiras e empresas de apostas esportivas pelo Congresso Nacional.

Na manhã de hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manteve uma reunião com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para discutir também o Orçamento de 2026.

Com relação ao cenário externo, o mercado aguarda novas declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), após o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, deixar em aberto a possibilidade de novos cortes na taxa de juros este ano. As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continuam a causar preocupação.

Principais Assuntos para Investidores do Ibovespa nesta Quarta-Feira

1 – Inflação Sustentada

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o núcleo da inflação permanece em níveis relativamente altos, refletindo pressões persistentes, conforme informado na manhã desta quarta-feira.

Haddad apontou uma perspectiva favorável para o Brasil a médio prazo, mas reconheceu que “o núcleo de inflação continua relativamente elevado”, citando pressões recorrentes e expectativas de inflação que permanecem acima da meta estabelecida de 3%. Em sua declaração, ele enfatizou que a política monetária continua em um estado contracionista, reforçando o compromisso firme do Banco Central (BC) em cumprir sua meta e reancorar as expectativas.

Além disso, Haddad realçou que o Banco Central está atuando conforme esperado.

Essas declarações foram feitas em um comunicado escrito, que também marcou a participação do Brasil na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington.

Haddad não viajou a Washington, mas se concentrou nas alternativas que o governo pode explorar após uma derrota significativa com a derrubada da medida provisória que estava prevista para alterar a taxação de aplicações financeiras, componente crucial do ajuste das contas do Executivo para o próximo ano.

2 – Alternativas às Medidas Provisórias do IOF

Na terça-feira, dia 14, Haddad afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a desenvolver alternativas para compensar o impacto orçamentário resultante do arquivamento da Medida Provisória (MP) 1.303, uma proposta considerada crucial para as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Durante uma audiência no Senado Federal, o ministro mencionou: “A MP 1.303 era um pressuposto importante e, vamos concordar, era muito justa”. Ele destacou que o arquivamento poderia ter consequências em outros processos, como a dificuldade de elaboração da peça orçamentária e a necessidade de cortes em áreas prioritárias e emendas. “Isso tem efeitos, não é algo que se faz apenas para demarcar uma posição”, complementou.

3 – Desempenho das Vendas no Varejo

No Brasil, as vendas no varejo apresentaram um crescimento em agosto, conforme esperado, interrompendo uma sequência de quatro resultados negativos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou um aumento de 0,2% nas vendas do varejo em comparação a julho. Em termos anuais, a alta foi de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

As expectativas de analistas consultados pela Reuters apontavam para um avanço de 0,2% no mês e de 0,3% na comparação anual. Apesar desses resultados, o setor ainda demonstra variações mensais modestas em um contexto caracterizado por uma política monetária restritiva e a desaceleração da atividade econômica.

4 – Tensão Comercial Entre EUA e China

A tensão comercial entre os Estados Unidos e a China continua a provocar cautela nos mercados. Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 100% sobre produtos de construção naval e similares oriundos da China, com efeito a partir de 9 de novembro. No dia anterior, Trump já havia ameaçado adotar taxas sobre os setores de óleo de cozinha e soja.

No mesmo dia, os dois países implementaram taxas portuárias adicionais sobre empresas de transporte marítimo. A China, por sua vez, informou que começou a cobrar taxas especiais sobre navios que sejam de propriedade, operados, fabricados ou registrados sob bandeira dos Estados Unidos, esclarecendo que navios construídos em território chinês estão isentos dessas tarifas.

A chamada “nova” guerra comercial foi retomada na semana anterior após a China anunciar uma ampliação significativa de seus controles de exportação de terras raras, levando Trump a ameaçar aumentar tarifas sobre os produtos chineses a níveis muito elevados. Contudo, no último fim de semana, ambos os países adotaram um tom mais conciliador, destacando a cooperação entre suas equipes de negociação e a possibilidade de buscar um caminho comum.

5 – Queda no Preço do Minério de Ferro

Nesta quarta-feira, os contratos futuros do minério de ferro sentiram uma queda pela segunda sessão consecutiva, motivados por preocupações a respeito das perspectivas de demanda, em função do agravamento da disputa comercial entre a China e os EUA, além do aumento nos estoques de aço na China.

O contrato do minério de ferro mais ativo na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), com vencimento em janeiro, encerrou as negociações do dia com uma perda de 1,46%, valendo 776,5 yuans, que equivale a aproximadamente US$ 108,97 por tonelada. Na véspera, o contrato havia registrado uma mínima de mais de um mês.

Adicionalmente, o minério de ferro referente ao pagamento em novembro na Bolsa de Cingapura caiu 0,45%, atingindo US$ 104,7 por tonelada.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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