Ibovespa inicia a semana com alta impulsionada pela Opep+
O Ibovespa (IBOV) começa a semana com desempenho positivo, impulsionado pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de aumentar a produção de petróleo de forma “modesta”.
No cenário internacional, a crise política na França e a continuidade do impasse nos Estados Unidos também chamam atenção dos investidores. No Brasil, com o foco nas expectativas de inflação, o mercado aguarda novos dados relevantes.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), a principal bolsa brasileira apresentava uma alta de 0,06%, alcançando 144.287,90 pontos.
O dólar à vista, por sua vez, operava em queda em relação ao real, contrariando a tendência do cenário exterior. Naquele horário, a moeda americana estava cotada a R$ 5,3345, com uma variação de -0,23%.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (6)
1- Inflação em trajetória de queda
Economistas consultados pelo Banco Central (BC) revisaram as projeções para a inflação, reduzindo-as de 4,81% para 4,80% para o ano corrente, conforme divulgado no Boletim Focus na manhã desta segunda-feira (6). As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanecem em 4,28% para 2026, 3,90% para 2027 e 3,70% para 2028.
Quanto ao câmbio, as previsões também foram ajustadas para baixo. Agora, o mercado espera que o dólar em relação ao real esteja cotado a R$ 5,45 em 2025 e R$ 5,53 em 2026, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 ficam em R$ 5,56 por dólar.
As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) e à Selic continuam inalteradas, sem alterações significativas.
2- Impasse no governo dos EUA
A paralisação do governo dos Estados Unidos atinge seu sexto dia, com republicanos e democratas ainda sem um acordo. A Casa Branca está considerando aumentar a pressão, podendo levar à demissão em massa de funcionários federais. O Senado, dominado pelos republicanos, deve votar novas medidas para financiar agências federais. Entre as propostas, está um projeto de lei provisório republicano aprovado na Câmara dos Representantes, que financiaria as operações até 21 de novembro.
Entretanto, não se espera que nenhuma das propostas consiga os 60 votos necessários para avançar. Em declaração na noite de domingo (5), o presidente Donald Trump afirmou que as demissões de funcionários federais já estavam em curso e culpou os democratas pela falta de acordo, sem fornecer detalhes sobre os planos de demissão.
Russell Vought, diretor de orçamento de Trump, já congelou cerca de US$ 28 bilhões em fundos destinados a infraestruturas de estados com forte presença democrática.
3- Aumento na produção de petróleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, juntamente com aliados (Opep+), anunciou um aumento na produção de petróleo de 137.000 barris por dia (bpd) a partir do mês de novembro, conforme comunicado do grupo realizado no domingo (5). Essa decisão é uma continuidade do modesto aumento adotado em outubro, diante de preocupações sobre um possível excesso de oferta.
No total, o grupo elevou suas metas de produção em mais de 2,7 milhões de bpd este ano, correspondente a cerca de 2,5% da demanda global. Essa alteração de política visa recuperar a participação de mercado frente a concorrentes, como os produtores de xisto dos EUA.
Como consequência, os preços do petróleo também registraram alta. Por volta das 9h40 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, com vencimento em dezembro, subia 1,07%, custando US$ 65,34 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o contrato do WTI, para novembro, apresentava uma alta de 1,10%, alcançando US$ 61,55 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
4- Crise política na França
No dia 6 de outubro, o novo primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, e sua equipe de governo renunciaram em uma reviravolta que se seguiu horas após a formação do gabinete. Esta decisão acentua a já grave crise política que o país enfrenta.
A renúncia de Lecornu, que foi o quinto primeiro-ministro de Emmanuel Macron em um período de dois anos, ocorre em um momento de grande divisão no Parlamento. A situação se agrava à medida que a economia francesa luta para equilibrar suas finanças. O governo de Lecornu teve uma duração histórica de apenas 14 horas, tornando-se o mais breve da moderna história francesa.
5- Atualizações sobre o cessar-fogo em Gaza
Na última sexta-feira (3), o grupo extremista Hamas aceitou alguns termos do plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa encerrar a guerra em Gaza. Entre os termos está a libertação de reféns. Contudo, o Hamas evitou discutir questões mais delicadas, como a questão do desarmamento, e manifestou sua intenção de continuar as negociações.
Trump, em postagem em sua plataforma Truth Social, mencionou que acreditava que a resposta do Hamas indicava uma disposição para uma paz duradoura e apelou para que Israel interrompesse imediatamente os bombardeios na região, a fim de garantir a segurança e a rapidez na retirada dos reféns.
Embora o Hamas tenha respondido ao plano de 20 pontos de Trump, não deixou claro se concordaria com a desmilitarização de Gaza, uma posição que os Estados Unidos e Israel desejam, mas que o Hamas já havia anteriormente rejeitado. Trump também compartilhou a carta do Hamas em sua página, onde expressou a urgência de um fim aos ataques de Israel à Gaza.
Fonte: www.moneytimes.com.br