Ibovespa inicia o dia em baixa e payroll eleva o dólar; 5 aspectos essenciais para considerar antes de investir hoje.

O Ibovespa (IBOV) começou o dia em baixa nesta sexta-feira (5). Os mercados globais estão atentos ao relatório de empregos nos Estados Unidos e à recente designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas por parte dos EUA.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma queda de 2,2%, cotado a 170.330,63 pontos.

No mesmo período, o dólar à vista se valorizava em relação ao real, em resposta a dados que indicaram uma geração de empregos acima das expectativas nos EUA durante o mês de maio. A moeda norte-americana estava sendo negociada a R$ 5,0987, com um aumento de 0,7%.

5 assuntos relevantes para investidores no Ibovespa nesta sexta-feira (5)

1 – Payroll: EUA criam 172 mil empregos em maio, superando expectativas

De acordo com o relatório divulgado nesta sexta-feira (5) pelo U.S Bureau of Labor Statistics, a economia dos Estados Unidos gerou 172 mil empregos em maio, um número que representa um crescimento significativo em relação aos 115 mil postos de trabalho abertos em abril. Esse resultado foi superior à previsão de economistas consultados pela agência de notícias Reuters, que esperavam a criação de apenas 85 mil vagas durante o mês de maio.

Esse relatório, conhecido como payroll, é considerado a principal métrica para análise do mercado de trabalho nos EUA e é analisado de perto pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central dos Estados Unidos. A taxa de desemprego se manteve em 4,3% em maio, assim como no mês anterior, conforme esperado pelos analistas.

2 – Designação dos EUA de terrorismo a facções brasileiras pode incrementar custos operacionais

A recente classificação feita pelos Estados Unidos, atribuindo a designação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) aos principais grupos criminosos do Brasil, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), pode acentuar os riscos e aumentar os custos para a realização de negócios no Brasil. Isto se deve ao fato de as facções terem conseguido se infiltrar na economia formal ao longo dos anos.

Esses dois grupos, que começaram como gangues de prisioneiros no fim da década de 1970 e no início da década de 1990, respectivamente, evoluíram para controlar o mercado de drogas na América do Sul e desenvolver esquemas de lavagem de dinheiro que afetam diversas esferas da economia brasileira.

A recente designação de terrorismo, anunciada na semana passada em Washington, foi rejeitada pelo governo brasileiro. No entanto, ela abre a possibilidade de sanções severas por parte dos EUA, investigações criminais e responsabilizações civis, até mesmo para empresas que mantenham relações indiretas com essas organizações. O escritório de advocacia Pinheiro Neto Advogados alertou sobre possíveis consequências, como o congelamento de ativos, restrições bancárias e um maior escrutínio regulatório.

3 – Rejeição do Hezbollah pode abalar cessar-fogo no Líbano e perspectivas de paz com Irã

A milícia Hezbollah, que recebe apoio do Irã, rejeitou uma proposta de cessar-fogo no Líbano na última quinta-feira, enquanto Israel anunciou que não retiraria suas tropas do país. Essa situação mina os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para interromper os combates e buscar um acordo de paz com o Irã.

O Irã condicionou qualquer acordo de paz com Washington à implementação de um cessar-fogo no Líbano, além de sinalizar que poderia intervir diretamente caso Israel não cessasse os ataques. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, não participou das negociações e rejeitou um pacto intermediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês. Até o momento, não houve uma resposta oficial de Israel ou do Líbano sobre essa negativa.

4 – Mudanças na curva de juros indicam fim de cortes na Selic

A curva de juros futuros já reflete a expectativa de que o ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, esteja chegando ao fim, em meio a uma reavaliação dos cenários por instituições financeiras de peso no mercado. Na semana passada, o Itaú BBA revisou sua previsão para a Selic terminal de 2026, elevando-a de 13,25% para 13,75%.

Essa alteração se deve à análise de dados macroeconômicos recentes e à deterioração da inflação global, que aparentemente não oferece espaço para uma aceleração na redução da taxa de juros por parte do Banco Central, mesmo com alguma estabilização nos preços do petróleo.

Instituições como a XP Investimentos e o Barclays também ajustaram suas expectativas para a Selic, aumentando de 13,75% para 14% até dezembro deste ano. O BTG Pactual, por sua vez, revisou sua previsão para a Selic, aumentando de 13% para 14,25%.

Logo, diversos agentes financeiros enxergam um espaço bastante limitado para a redução das taxas de juros no Brasil. Parte do mercado já está trabalhando com a expectativa de que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para 17 de junho, possa marcar o último corte na Selic até 2026.

5 – Azorra realiza novo pedido de aeronaves E195-E2 da Embraer

A Embraer anunciou nesta sexta-feira que a Azorra fez um novo pedido firme para 15 unidades de aeronaves E195-E2, além de direitos de compra para mais 15 jatos, conforme revelado em um comunicado ao mercado.

Com esse novo pedido, o total de solicitações firmes da Azorra para as aeronaves da linha E2 passa de 39 para 54 unidades. A Embraer destacou que esta é a terceira ocasião em que a Azorra aumenta seus pedidos, que tiveram início em dezembro de 2021.

** Sob supervisão de Maria Carolina Abe

Fonte: www.moneytimes.com.br

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