Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa (IBOV) apresentou uma continuidade de perdas, impulsionado pela pressão de bancos e por movimentos em Wall Street.
Nesta terça-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira fechou as operações com uma queda de 0,72%, somando 161.973,05 pontos. O dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia cotado a R$ 5,3759, apresentando uma leve alta de 0,06%.
No cenário local, as atenções voltaram-se novamente ao Caso Master. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a ação do Banco Central (BC) ao liquidar a instituição. “O caso inspira muito cuidado; podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e devemos tomar todas as precauções necessárias em relação às formalidades”, destacou.
O cenário fiscal também foi um ponto de discussão. Haddad informou que o governo central terminou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo a meta de déficit zero para o ano, com margem de tolerância de 0,25% do PIB. O resultado não considera despesas que ficam fora da contabilidade fiscal com autorização judicial, conforme esclareceu o ministro em entrevista coletiva. Caso se contabilizem gastos com precatórios e indenizações de aposentados, o déficit pode chegar a 0,48% do PIB.
Altas e Quedas do Ibovespa
No contexto das ações listadas no Ibovespa (IBOV), as ações da Petrobras (Petr4) destacaram-se com um aumento superior a 3%, liderando os ganhos do índice, impulsionadas pelo alcance significativo no desempenho do petróleo.
Os papéis preferenciais da petrolífera avançaram consecutivamente pelo quinto dia, acumulando um ganho total de quase R$ 20 bilhões em valor de mercado. Nesta data, a empresa voltou a se aproximar da marca de R$ 418 bilhões, que representa seu maior valor em um mês.
O petróleo Brent, referente ao mês de março, atingiu uma alta de 2,51%, sendo negociado a US$ 65,47 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Entre as grandes companhias, a Vale (VALE3) também teve uma valorização superior a 1%, tornando-se uma das mais negociadas, mesmo que na contramão do movimento do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity registrou uma diminuição de 0,24%, sendo fechado a 819,50 yuans (equivalente a US$ 117,52) a tonelada na Dalian Commodity Exchange, na China.
Entretanto, as instituições bancárias exerceram uma pressão contrária e foram responsáveis pela continuidade da queda do Ibovespa, especialmente em função do Caso Master.
Na outra ponta, a Hapvida (HAPV3) liderou a desvalorização, após anunciar novas mudanças em sua alta administração.
Cenário Externo
Os índices de Wall Street iniciaram suas operações com uma forte alta, próximos a máximas históricas, em resposta a novos dados referentes à inflação. Contudo, o clima negativo tomou conta do pregão à medida que se iniciava a temporada de divulgação de balanços, combinada com o aumento das tensões geopolíticas.
A seguir, os fechamentos dos índices:
- Dow Jones: -0,80%, registrando 49.191,99 pontos;
- S&P 500: -0,19%, fechando a 6.963,70 pontos;
- Nasdaq: -0,10%, somando 23.709,87 pontos.
Na Europa, a maioria dos índices encerrou a sessão em território negativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 finalizou as negociações com uma queda de 0,08%, marcando 610,44 pontos, que apesar de queda representa um novo recorde nominal histórico. O DAX, índice da bolsa alemã, também registrou uma marca histórica pelo segundo dia consecutivo, com um ganho de 0,06%, alcançando 25.420,66 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam o pregão em alta. O Nikkei, do Japão, cresceu 3,10%, atingindo 53.549,16 pontos na reabertura das negociações após um feriado. O Partido Liberal Democrático (PLD), que atualmente governa o país, planeja dissolver a Câmara Baixa ainda neste mês, optando por eleições antecipadas, que provavelmente ocorrerão em fevereiro, de acordo com informações da emissora pública NHK.
Adicionalmente, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,90%, finalizando em 26.848,47 pontos.
Fonte: www.moneytimes.com.br