Ibovespa recupera-se com Petrobras (PETR4) e avança 2% na semana; dólar apresenta leve queda a R$ 5,29

Ibovespa recupera-se com Petrobras (PETR4) e avança 2% na semana; dólar apresenta leve queda a R$ 5,29

by Ricardo Almeida
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Retomada de Ganhos do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) voltou a apresentar uma trajetória de crescimento e se aproximou dos 158 mil pontos após duas sessões de correção. Esse avanço foi impulsionado pela significativa valorização do petróleo no mercado internacional, aliado à recuperação dos índices em Wall Street.

Nesta sexta-feira, dia 14, o Ibovespa finalizou as negociações com uma alta de 0,37%, alcançando 157.738,69 pontos. Ao longo da semana, o índice acumulou uma valorização de 2,39%.

Quanto ao dólar à vista (USBRL), encerrou as operações cotado a R$ 5,2973, apresentando uma leve queda de 0,02%. No total das últimas cinco sessões, a moeda americana recuou 0,73% em relação ao real.

No cenário interno, os investidores estiveram atentos às movimentações no mercado corporativo, com ênfase nos resultados trimestrais das empresas.

Altas e Quedas do Ibovespa

Dentre as empresas listadas no Ibovespa, as ações da MBRF (MBRF3) se destacaram como as maiores altas, com um crescimento superior a 10%.

A Braskem (BRKM5), por sua vez, também apresentou valorização, alcançando o valor de R$ 8 após 35 pregões. Esse movimento foi impulsionado pela expectativa de um acordo entre bancos e a Novonor para a venda do controle da petroquímica à gestora IG4 Capital.

Entre as grandes empresas, a Petrobras (PETR3; PETR4) registrou um aumento superior a 1% e contribuiu para a alta do Ibovespa. Os papéis da companhia estatal se valorizaram devido ao desempenho robusto do petróleo e à expectativa em relação à divulgação do novo plano de negócios da empresa.

Conforme informações da Bloomberg, a Petrobras está avaliando a possibilidade de reduzir seu orçamento de investimentos para aproximadamente US$ 106 bilhões em seu plano estratégico para o período de 2026 a 2030.

Contrapõe-se a essa tendência positiva a Vale (VALE3), que encerrou o dia em queda, em reação ao desempenho do minério de ferro. A mineradora enfrentou pressão devido à condenação da BHP na Justiça inglesa por conta do rompimento da barragem de Fundão, localizado em Mariana–MG, que é operada pela Samarco, uma joint venture entre a Vale e a BHP, desde 2015.

A Vale anunciou também a provisão adicional de cerca de US$ 500 milhões em suas demonstrações financeiras para 2025, a fim de atender a obrigações relacionadas a esse processo judicial.

A parte negativa do dia ficou por conta da Yduqs (YDUQ3), que teve uma reação desfavorável após a divulgação do balanço do terceiro trimestre (3T25). Os analistas consideraram que os resultados da companhia educacional estavam “razoavelmente” alinhados às expectativas do mercado.

Na semana, a MBRF (MBRF3) se destacou como a maior valorização no Ibovespa, com um aumento superior a 32%, enquanto a Hapvida (HAPV3) foi a ação que obteve o pior desempenho na carteira teórica do índice, com uma queda acentuada de 40%.

Cenário Externo

Os índices de Wall Street conseguiram recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, terminando o dia sem uma direção única.

Os investidores reagiram a novas declarações de representantes do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, que levantaram as chances de manutenção dos juros em dezembro.

O presidente da unidade do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid, expressou preocupações em relação à inflação, que considera “muito quente” e afirmou que suas preocupações vão além dos efeitos diretos das tarifas sobre os preços.

Ele observou que o esfriamento no mercado de trabalho dos EUA é resultado de mudanças estruturais, que não podem ser apoiadas por taxas de juros mais baixas. Em sua análise, cortes nas taxas de juros poderiam prejudicar o objetivo de conduzir a inflação ao nível meta de 2% estabelecido pelo Fed.

“Essa foi a justificativa que me levou a discordar do corte das taxas na última reunião e que continua a guiar meus pensamentos para a reunião de dezembro”, afirmou Schmid, que foi um dos dissidentes ao votar contra a redução da taxa de juros em 0,25 ponto percentual na decisão do Fed de outubro.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch do CME Group indicava uma probabilidade de 54,1% de que o Banco Central mantivesse os juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, enquanto a chance de um corte de 0,25 ponto percentual era de 45,9%.

Do outro lado, um fator positivo foi o reagendamento de dados que estavam atrasados devido ao ‘shutdown’. No dia 14, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, conhecido pela sigla BLS, anunciou que divulgará o relatório sobre o mercado de trabalho referente ao mês de setembro na próxima quinta-feira, dia 20 de novembro.

Confira o fechamento dos índices de Wall Street:

  • Dow Jones: -0,65%, aos 47.147,48 pontos;
  • S&P 500: -0,05%, aos 6.734,11 pontos;
  • Nasdaq: +0,13%, aos 22.900,58 pontos.

Na Europa, os mercados encerraram em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, em meio a temores sobre uma possível ‘bolha’ na inteligência artificial e incertezas a respeito da política monetária dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 finalizou com uma baixa de 0,61%, aos 580,67 pontos. Entretanto, o saldo semanal foi positivo, representando o melhor desempenho desde o final de setembro.

Na Ásia, os índices também tiveram variação negativa. O índice Nikkei, do Japão, recuou 1,77%, atingindo 50.376,53 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, sofreu uma perda de 1,85%, ficando em 26.572,46 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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